Mulheres, revoltem-se

Julho 28, 2010

Mulheres, revoltem-se. Homens, revoltem-se também. Revoltem-se todas as pessoas contra as injustiças e discriminação.

Num documento divulgado recentemente, o Vaticano colocou ao mesmo nível a pedofilia e a ordenação de mulheres. Vindo de uma instituição com a importância e o peso da igreja católica, considero esta decisão torpe como uma das mais discriminatórias a que assisti nos últimos tempos. Anos de luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, assistimos agora, uma década após o início do século XXI, a um adensar da discriminação entre géneros patrocinada por aqueles que deveriam ser os maiores defensores da justiça, da paz e da igualdade.

Opções como esta, só as consigo entender como uma forma desesperada de manutenção de um poder perverso e mesquinho.

Não há paciência.

Talvez a melhor forma de revolta seja não fazer nada, mesmo nada. O desgaste e o descrédito que, estou certo, decisões como estas provocarão na igreja, farão o seu caminho.

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Escolher que religião seguir

Outubro 26, 2009

Lembro-me dos Gato Fedorento (ou teria sido apenas Ricardo Araújo Pereira?) terem dito que se pode fazer humor com tudo excepto com o que é sagrado. E acrescentaram/ou (não necessariamente por esta ordem): para uns é sagrado o clube de futebol, para outros a família, para outros a religião, …

Conclusão [óbvia?]: podemos fazer humor com tudo.

Nesse espírito, fica uma espécie de fluxograma para escolher a religião mais compatível com cada um.

caminho_religioso

(Imagem retirada daqui)


Decidir pela própria cabeça

Setembro 3, 2009

Diz o Público:

D. José Policarpo repreendeu bispos e padres que decidem “pela própria cabeça”

Sabemos que a igreja católica não é uma instituição democrática. Sabemos também que a hierarquia tem aqui um papel central. A igreja católica, com as devidas diferenças, tem muito em comum com a instituição militar: rigidez, hierarquia, obediência.

Talvez esteja aqui parte da explicação para o afastamento, aliás assumido pela própria igreja, cada vez maior de fiéis e para a chamada crise de vocações.

O que nunca me tinha passado pela cabeça é que decidir pela própria cabeça fosse uma coisa má!

«Penso, logo Existo».