A música equilibrada: Milow

Julho 14, 2009

Recomendada por um amigo: a música para quem está farto de usar tecnologia.

Milow – Ayo Technology

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Boa disposição

Junho 12, 2009

Apesar do tema curto de vistas, dá para rir um bocado e começar o dia com boa disposição.

Os SeminovosEscolha já o seu nerd.


Eu não quero dançar

Junho 5, 2009

São várias as situações da vida em que me tenho recusado a dançar. E também a dançar, onde todos esperavam que o fizesse. Eu não quero dançar. É uma frase que define parte de mim. Descobri agora. 🙂

Depois do primeiro contacto com Lady Linn, aqui e aqui, fui ouvir esta versão. Foi uma daqueles momentos em que se fez um click em mim. Porquê?

Embora a música esteja centrada num contexto muito restrito (o amor, sempre o amor), a minha leitura foi mais ampla. A dança é muitas vezes uma forma de nos condicionar, de nos levar a dar determinados passos pré-determinados. Esse não é o meu caminho, normalmente.


Xutos & Pontapés

Abril 15, 2009

Sem Eira nem Beira, do novo disco, sempre em grande!

Numa versão mais “ilustrada”.

E numa versão mais institucional.

(Actualização)

Parece que, afinal, os Xutos & Pontapés já não estão “tão em grande”. Será que só interessa vender a música? Será que a música foi escrita com tanta superficialidade como a que transparece destas palavras?

Zé Pedro, que, diz, até “simpatiza” com o primeiro-ministro José Sócrates, aponta ainda que quando Tim, o vocalista, escreveu o texto para a música de Kalu, tiveram de optar entre “senhor engenheiro” e “senhor doutor”: “Optámos por engenheiro por causa do actual primeiro-ministro, mas nunca quisemos fazer um ataque político directo.” 

Tim escreveu a letra de Sem eira nem beira já em estúdio, conta Zé Pedro, e “em cima da hora”. “Falámos que seria interessante trabalhar uma temática de intervenção e com alguma rebeldia, porque a música é do Kalu e seria ele a cantá-la”, afirma.

É que rebeldia por rebeldia é coisa de adolescente. Os Xutos já passaram essa fase…


Há sempre alguém que resiste

Março 30, 2009

“Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”

Um poema de Manuel Alegre, cantado por Adriano Correia de Oliveira.

«Trova do Vento que Passa»

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.


Memórias [musicais]

Março 18, 2009