Chineses cruzam muralha

Janeiro 30, 2010

Pode custar, pode demorar séculos, pode exigir sacrifícios, pode pedir recuos maiores que os avanços, mas acontece: no limite, a liberdade é a vencedora.

Na China, assim acabará por acontecer. Este é mais um exemplo de como os focos de insatisfação e de procura de soluções contra a censura chinesa existem e vão fazendo o seu caminho.

Chineses usam servidores de redes privadas para cruzar muralha

As redes virtuais privadas (VPN) estão avançando discretamente na China como forma de acesso a sites proibidos pelo governo e, ao menos enquanto esses serviços pagos não ganham mais popularidade, as autoridades não estão interferindo.

As VPN criadas para uso seguro de internet em escritórios se espalharam no último semestre entre moradores estrangeiros no país e os chineses interessados em tecnologia, depois do bloqueio ao popular site de redes sociais Facebook.

O Twitter e o YouTube também estão bloqueados na China, que usa um “firewall” de filtragem a fim de impedir o acesso dos usuários de Internet a conteúdo de sites estrangeiros que represente contestação ao Partido Comunista.

A ascensão das VPNs surge enquanto a China defende sua censura sobre a internet, depois que o maior serviço mundial de buscas, o Google, ameaçou fechar seu site chinês Google.cn, devido à censura e a um grave ataque de hackers.

“Desde que a VPN opere de fora da China continental, não deve haver problema”, disse Danny Levinson, editor do site ChinaTechNews.com. “Usamos uma VPN própria e ela funciona bem.”

As autoridades chinesas raramente bloqueiam as VPNs baseadas no exterior, e é provável que não interfiram com elas enquanto o número de usuários se mantiver pequeno, avaliou um veterano analista de tecnologia da informação em Pequim.

“É como uma pequena válvula de escape”, disse o analista. “Mas se o exército de internautas chineses começar a usar esse tipo de coisa, haverá problemas.”

O governo age agressivamente contra os servidores proxy gratuitos, que são mais comuns e também podem ser usados para desbloquear sites proibidos. As VPN estrangeiras pagas só foram bloqueadas uma vez, antes do Dia da Nação, em outubro do ano passado, dizem os usuários.

Cerca de 10 serviços estrangeiros de VPN são populares na China, mas não existem estimativas quanto ao número de usuários, disseram analistas chineses de tecnologia da informação.

As VPNs funcionam como uma camada adicional por sobre as redes de computadores mais amplas, e usam cifragem para tornar mais seguro o tráfego privado, no ambiente menos seguro da Internet.

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Más notícias para a partilha de ficheiros

Julho 21, 2009

Segundo a notícia do Público, apesar dos «pormenores ainda secretos», os fundadores do Pirate Bay afastam-se do controlo do site.

The Pirate Bay prepara modelo de pagamento

O mais conhecido site do mundo para partilha de ficheiros vai mudar de dono muito em breve. Os futuros responsáveis têm já em marcha um plano que implica o pagamento de uma taxa de acesso – mas com benefícios para quem partilhar mais.

A Global Gaming Factory X, uma empresa sueca especializada em casas de videojogos, deverá concluir em Agosto a compra do Pirate Bay, o site de partilha de ficheiros cujos criadores foram este ano condenados em tribunal por incentivo à pirataria.

A empresa anunciou desde logo a intenção de tornar o Pirate Bay legal e de encontrar um modelo de negócio que deixasse satisfeitos os consumidores, os detentores dos direitos de autor e os fornecedores de acesso à Internet.

Embora ainda não sejam conhecidos muitos pormenores, a estratégia passará por cobrar uma taxa de acesso. Contudo, os utilizadores que mais partilharem ficheiros, ou que cedam espaço de armazenamento nos próprios computadores, verão reduzida a taxa – e alguns poderão mesmo vir a ganhar dinheiro pelos contributos que derem à rede.

A empresa contratou recentemente Wayne Rosso, um veterano da partilha de ficheiros na Internet, para ajudar a desenhar o futuro do Pirate Bay. Rosso, que criou um sistema de partilha de ficheiros que acabou por ser extinto no início da década por decisão de um tribunal americano, está já em conversas com representantes de editoras musicais.

A Global Gaming Factory X pagou cerca de 5,5 milhões de euros pelo site (metade em acções), que funciona como um motor de busca para os ficheiros guardados nos computadores dos utilizadores.

Passando à frente toda a discussão relacionada com os direitos de autor e com os direitos de cópia, o que é triste no meio disto tudo é a prevalência dos “modelos de negócio”, do lucro, do dinheiro face a outros valores maiores.

No entanto, a verdade é que a história dá muitas voltas.


Ainda a ilusão

Julho 14, 2009

Duas crianças, uma com 4 anos e outra com 10, fizeram um vídeo onde simulam um OVNI. Este vídeo foi realizado com o auxílio de uma lanterna de 5 dólares e de uma câmera de filmar de 99 dólares.

Para eles, uma brincadeira de férias. Para o “mundo”, algo discutido que teve direito a milhares de visualizações no youtube, a discussões interessadas e até a referência no Paranormal Network.

Resposta ao pai: “Don’t worry so much, Dad. It’s the Internet. These things happen.”

O artigo original escrito pelo pai.


Yo Comments Are Whack!

Janeiro 22, 2009

Felizmente não tenho razão de queixa acerca dos comentários neste blog. Nem da forma, nem do conteúdo. Mas em muitos sítios da Internet… É o que se vê!

As “irmãs salada” (tradução minha) não gostaram dos comentários que alguns deixam no canal delas do YouTube e decidiram fazer este vídeo.

Tem o seu quê de pedagógico e ajuda à netiqueta (nome de que não gosto – ficaria melhor regras de boa convivência na net)…


Afinal está tudo bem

Novembro 7, 2008

Parece que podemos, ou podem – os deputados da Assembleia da República, ficar descansados. Segundo esta notícia do TEK, referindo o relatório:

(…) estudo conclui que “não há nenhuma situação de intrusão de confidencialidade” e que “o sistema informático é seguro e tem muitos garantismos“. 

Só quem não sabe (ou não quer saber), do ponto de vista técnico e de gestão de sistemas, como funciona um sistema de email é que pode ficar descansado. Eu fico, mas por outras razões!

Em primeiro lugar, a segurança (informática ou não), é um processo e não um fim. É impossível afirmar que um sistema informático é seguro. Apenas a título de exemplo, basta ser descoberta uma falha em algum programa (software) ou componente (o que acontece todos os dias) e lá cai a dita segurança por terra. Os deputados já pararam para se questionar porque razão os computadores deles fazem download e instalam actualizações?

Depois, quando um deputado afirma algo como:

“é uma vergonha que quando acedo ao meu webmail num órgão de soberania me apareça uma mensagem a dizer que estou a ir para uma ligação não segura”

Qualquer pessoa que perceba minimanente de informática, e saiba distinguir o que significa http de https, no mínimo, esboça um sorriso com esta afirmação.

Finalmente, temos a ética do gestor (ou equipa de gestão) de sistemas. Os servidores (de email também) têm de ser geridos e mantidos por alguém. O acesso (leitura dos emails, por exemplo) pelos gestores de sistemas, depende apenas da consciência e da ética de cada um. A única forma de garantir que isto não acontece é enviar o email encriptado ponto-a-ponto, isto é, desde o programa-cliente-de-email de quem envia até ao programa-cliente-de-email de quem recebe.

Muito mais há a dizer sobre segurança informática, e de email, mas fico-me por aqui.

Ahhh, o sorriso! Para não ser muito duro – pode ser paternalista.


Wordle: nuvens de palavras

Outubro 20, 2008

Gerado no http://wordle.net/ a partir deste post.


Google Chrome disponível

Setembro 2, 2008

E finalmente que o novo browser do Google está disponível.

Mais informação e download em http://www.google.com/chrome

Como primeira impressão, ainda sem grandes testes, destaco a leveza, a interface limpa e a facilidade com que importou as definições a partir do Firefox.

Reparei em algumas falhas, particularmente no que toca a caracteres acentuados nas mensagens internas do browser.

Começo já a sentir a falta de alguns plug-ins. Devem estar para breve…