Felicidade

Julho 9, 2009

A felicidade é sermos felizes; não é fingirmos perante os outros que o somos

Jules Renard

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Eu concordo

Maio 18, 2009

José Saramago escreve no seu caderno sobre Charlot (os destaques são meus).

Numa destas últimas noites vi na televisão alguns filmes antigos de Chaplin, a saber, dois ou três episódios nas trincheiras da primeira guerra mundial e um filme mais extenso, “The Pilgrim”, que, retoma, com menos felicidade que noutros casos, o tema recorrente de um Chaplin sem culpas procurado pela polícia. Não sorri nem uma única vez. Surpreendido comigo mesmo, como se tivesse faltado a uma jura solene, dei-me ao trabalho de tentar recordar, tanto quanto me seria possível oitenta anos depois, que risos, que gargalhadas me terá feito soltar Charlot nos dois cinemas populares de Lisboa que frequentava quando tinha seis ou sete anos. Não recordei grande coisa. Os meus ídolos nessa época eram dois cómicos suecos, Pat e Patachon, que esses, sim, eram, para mim, autênticos campeões da gargalhada. Continuando a reflectir com os meus botões, sempre bons conselheiros porque em princípio não mudam de casa nem de opinião, cheguei à inesperada conclusão de que Chaplin, afinal, não é um cómico, mas um trágico. Repare-se como tudo é triste, como tudo é melancólico nos seus filmes. A própria máscara chaplinesca, toda ela em branco e negro, pele de gesso, sobrancelhas, bigode, olhos como pingos de alcatrão, é uma máscara que em nada destoaria ao lado das representações plásticas clássicas do actor trágico. E há mais. O sorriso de Chaplin não é um sorriso feliz, pelo contrário, aventuro-me a dizer, sabendo ao que me arrisco, que é tão inquietante que ficaria bem na boca de qualquer drácula. Se eu fosse mulher, fugiria de um homem que me sorrisse assim. Aqueles incisivos, demasiado grandes, demasiado regulares, demasiado brancos, assustam. São um esgar no enquadramento rígido dos lábios. Sei de antemão que pouquíssimos vão estar de acordo comigo. O caso é que, uma vez que foi decidido que Chaplin é um actor cómico, ninguém lhe olha para a cara. Creiam no que lhes digo. Olhem-no de frente sem ideias feitas, observem aquelas feições uma por uma, esqueçam por um momento a dança dos pezinhos, e digam-me depois o que viram. Chaplin levaria todos os seus filmes a chorar se pudesse.

Em tom de resposta à última frase destacada, só me cumpre dizer, eu concordo. Desenganem-se os mais críticos. Não concordo levianamente nem por tal ser dito por uma pessoa que admiro. Concordo porque este texto me fez lembrar das emoções que recordo sentir em petiz quando assistia aos filmes de Charlie Chaplin na TV. A sensação era estranha, recordo. Talvez de angústia, não sei bem descrevê-la. Sentia um conflito entre aquilo que parecia ser o objectivo do filme e o que ele realmente me transmitia. Agora, talvez vinte anos depois, José Saramago ajudou-me a compreender esse conflito que sentia.


“Stand by me” pelo mundo

Janeiro 6, 2009

Vários músicos de rua, em vários locais do planeta, cantam “Stand by me”.

Recebido por email com link para aqui.


Deolinda

Novembro 20, 2008

Um grupo interessante e original. Aqui ficam duas músicas que me agradam particularmente.

Movimento Perpétuo Associativo

Fon fon fon


Wordle: nuvens de palavras

Outubro 20, 2008

Gerado no http://wordle.net/ a partir deste post.