Há títulos que não se percebem

O Jornal de Notícias no seu melhor: a propósito da morte de um estudante finalista do ensino secundário em Lloret de Mar (Espanha), diz o JN:

Férias fatais para futuro médico

O jovem ainda não concluiu o 12º ano. Não se candidatou ao ensino superior. Não se sabe que curso escolheria nem em qual seria admitido. Mas porque uma professora afirmou que o aluno “queria ser médico”, faz-se um título destes. Mais engraçado só fazendo o título com a palavra favorita dos jornalistas: alegado. Ficaria algo como: Férias fatais para alegado futuro médico. Não fosse uma notícia trágica e teríamos uma bela peça cómica.

9 respostas a Há títulos que não se percebem

  1. Décio Ferreira diz:

    Realmente os media ao mais alto nível!

  2. Pedro diz:

    Quem dera que fosse só o JN…

  3. A Rodrigues diz:

    From Facebook by João Sá in 17 March 2010

    “Vamos lá parar de dizer mal e passar a fazer jornalismo por nós próprios… cada um tem de dar o seu contributo, não é essa a filosofia?”

  4. João Sá diz:

    Dizer mal é diferente de observar factos e fundamentá-los. Dizer mal é criticar gratuitamente. Por que razão terá sido feito esse comentário?

  5. A Rodrigues diz:

    “JN diz que Portugal vai ser reembolsado em 5ME, a SIC diz que Portugal vai ter de reembolsar 5ME. A qualidade do nosso jornalismo no seu melhor.”

    A única parte que poderia ser entendida como “dizer mal” é a parte final “A qualidade do nosso jornalismo no seu melhor” a qual não difere muito da tua “O Jornal de Notícias no seu melhor”.

  6. João Sá diz:

    Eheh. Já estava à espera da “nova” citação.
    Desta vez vou ser mais objectivo: nessa altura, o meu comentário foi feito precisamente para dar uma resposta idêntica às que costumas dar quando são ditas coisas que de algum modo possam ser vistas como “dizer mal”. Digamos que estava a tentar espelhar as tuas respostas. Só isso.

  7. A Rodrigues diz:

    Entendido. Mas então escolheste um mau exemplo porque, e utilizando as tuas palavras, eu estava a observar factos, ou melhor erros.
    Não tem a ver com o criticar gratuitamente.
    A “minha filosofia”, como lhe chamas, é a de que uma pessoa tem o direito de exigir quando essa mesma pessoa contribui para o que está a exigir. Criticar apenas por criticar não é legitimo. Só a título de exemplo, uma pessoa não deve criticar a corrupção e exigir transparência quando essa mesma pessoa foge ao pagamento de impostos.
    Mas tu sabes ao que me refiro e compreendes o meu raciocínio.

  8. João Leal diz:

    Isso dele vir a ser médico…. tem muito que se lhe diga!

    E para além disso tudo … alguma vez se irá saber o que realmente se passou?

  9. […] De vez em quando acabo por registá-las. É o caso deste título que não se percebe. […]

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