Síndroma do iogurte

Interessante esta perspectiva, observada no Diário Económico.

Como se vê se uma pessoa vive bem financeiramente? Pela marca do carro que conduz? Não. Pelos iogurtes que come. Segundo Catarina Frade, directora do Observatório do Endividamento de Coimbra, os iogurtes são vistos pelas famílias como um bem essencial na sua alimentação. Assim, quanto melhores forem, maior a ideia de que se está a contribuir para o bem estar dos elementos do agregado familiar. Por isso, quando as pessoas têm de deixar de comprar os iogurtes da marca para passarem a comprar produtos de marca branca isso é visto como algo de muito penoso para as pessoas. Este fenómeno foi apelidado de ‘Síndroma do Iorgurte’ e tem-se reflectido em muitos lares portugueses desde que a crise financeira se instalou em Julho de 2007.

(…)

Já estou a imaginar as/os coscuvilheiras(os) a plantarem vigilância nas lojas e supermercados… ou talvez não, já que provavelmente não lêem o Diário Económico e não conhecem a Síndroma do Iogurte.

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2 Responses to Síndroma do iogurte

  1. A Rodrigues diz:

    Não concordo. Acho mais tratar-se do “Mito do Iogurte”.

    Eu por exemplo compro os iogurtes com base na melhor relação preço/quilo. Raramente compro iogurtes de marca, até porque os de marca geralmente vendem-se em embalagens de menor tamanho.

    Embora desconhecendo os detalhes da pesquisa, a guiar-me pela notícia vejo imediatamente uma discrepância.
    Introdução: “Como se vê se uma pessoa vive bem financeiramente?”
    Conclusão: “Este fenómeno foi apelidado de ‘Síndroma do Iorgurte’ e tem-se reflectido em muitos lares portugueses desde que a crise financeira”

    Ora, se se tem reflectido desde a crise financeira então não dá para identificar quem vive bem financeiramente, mas sim quem vive mal financeiramente.

  2. João Sá diz:

    🙂
    Isto não será bem uma questão de opinião, já que a afirmação, sendo atribuída ao Observatório do Endividamento, deverá ter algum tipo de sustentação, com base em alguma análise, estudo ou inquérito… admito, apesar de tal não ser referido na notícia.
    No entanto, já se sabe que neste tipo de análise a realidade é muito mais rica e surpreendente que as “médias”. Apesar disso, e admitindo sempre os inevitáveis erros, a análise parece-me fazer algum sentido.
    Por outro lado, olhei para esta notícia com alguma surpresa, daquelas coisas simples que às vezes nos fazem soltar um sorriso por estarmos à espera de algo totalmente diferente.

    Se olhar para o meu caso, também não confirmo o estudo, já que valorizo essencialmente a diversidade e procuro diversificar escolhas. Sou muito pouco fiel a marcas (brancas ou não), seja de iogurtes seja de outras coisas, e não encontro relação entre os meus rendimentos e a escolha que faço nos iogurtes… No entanto, obviamente que não me coloco como referência do padrão. Nunca podemos extrapolar o todo a partir de uma parte, assim, tu, eu, ou qualquer outro consumidor individual somos sempre mau exemplo!

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