Pontos de viragem

A rádio, a televisão e a Internet. O vinil, a cassete e o CD. O VHS e o DVD.  O computador, o telemóvel e o iPod.

Tantas mudanças tecnológicas. Talvez esta seja mais uma.

Um marco no caminho que se iniciou há algum tempo, da conquista de audiência por parte dos livros digitais (e-books) face aos livros tradicionais (em papel). Obviamente que os livros em papel terão sempre o seu espaço, até pelo culto que representam: o toque; o cheiro; o gesto do desfolhar; o ritmo da leitura; as pausas! Um livro é um livro.

Mas… numa leitura mais pragmática, as vantagens dos livros digitais são óbvias: a pesquisa; os apontamentos; a portabilidade; o preço!

Por tudo isso, talvez este seja mais um ponto de viragem.

Amazon vende mais e-books do último livro de Dan Brown do que edições impressas

Apesar dos preços mais baixos, os e-books ainda estão muito longe da popularidade dos livros em papel. Mas as vendas de versão electrónica do último romance do conhecido autor Dan Brown ultrapassam na Amazon as vendas da versão convencional.

(…)

4 respostas a Pontos de viragem

  1. leuraqua diz:

    Mas e a intimidade? A falta de espaço nas prateleiras em que os livros se agrupam num novo livro? Podermos atirá-lo contra a parede ou fazer nele uma dedicatória… A sua posse mais que virtual…

  2. João Sá diz:

    É todo um novo “espaço” de possibilidades. Podemos ocupar as prateleiras com outras obras de arte. Podemos contemplar o vazio.
    Onde está agora o ritual, as esperas, as pausas, da gravação de uma k7? E aquelas especiais que eram gravadas para alguém especial com uma selecção que demorava horas a fazer?
    Agora, podemos sp copiar esses ficheiros para uma pasta e passar o resto do tempo a conversar!

  3. leuraqua diz:

    O que mais me atormenta positivamente é a sugestão de uma estante vazia a pedir recheio. Mas não destronaria os seus já ocupantes. Não abandonaria os preciosos e demorados rituais, porque esse lento ritmo -ao que parece obsoleto- marca o compasso das palavras trocadas depois, noutro tempo lentamente ocupado com a companhia de alguém. Uma adoração vagarosa.

    ps- não encontro o post de aniversário, ajuda-me… em que dia o teu equilíbrio faz anos?

  4. João Sá diz:

    🙂
    Certo é que a única constante da vida que parece não ficar obsoleta é a mudança – como diz a música!

    Quanto ao meu equilíbrio, não é meu. Já foi… há-de ser outra vez… é o caminho que percorro(emos).
    Mas penso que te referias ao “meu” equilíbrios, que também não é meu. É de todos os que por cá passam.
    O aniversário dele é a 30 de Abril.

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