11 conselhos que não se aprendem na escola

50rules-bookRetirados daqui.

  1. A vida não é fácil, acostuma-te a isso.
  2. O mundo não está preocupado com a tua auto-estima. O mundo espera que tu faças alguma coisa útil por ele ANTES de te sentires bem contigo mesmo.
  3. Não ganharás 40 mil euros por ano assim que saíres da escola. Não serás vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que tenhas conseguido comprar o teu próprio carro e telefone.
  4. Se achas o teu professor rude, espera até teres um Chefe. Ele não terá pena de ti.
  5. Fritar hamburgers num restaurante não está abaixo da tua posição social. Os teus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam-lhe oportunidade.
  6. Se fracassares, não é culpa dos teus pais. Então não lamentes os teus erros, aprende com eles.
  7. Antes de nasceres, os teus pais não eram tão críticos ou chatos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as tuas contas, lavar as tuas roupas e ouvir-te dizer quanto és porreiro. Então antes de salvares o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos teus pais, tenta limpar o teu próprio quarto.
  8. A tua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas já não repetes o ano e tens quantas hipóteses precisares até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA com a vida real.
  9. A vida não é dividida em semestres. Não terás sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados te ajudem a cumprir as tuas tarefas no fim de cada período.
  10. A televisão NÃO é a vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o bar ou a discoteca para ir trabalhar.
  11. Sê simpático com aqueles estudantes que os demais julgam que são uns marrões. Existe uma grande probabilidade de vires a trabalhar PARA um deles.
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9 respostas a 11 conselhos que não se aprendem na escola

  1. Sónia Duarte diz:

    Poupa tua filha a estes conselhos!!!

    🙂

  2. João Sá diz:

    🙂
    Se nos abstrairmos da forma, que resulta do espírito de uma sociedade capitalista onde estamos inseridos, estes conselhos têm bastante de útil e acertado.

  3. Sónia Duarte diz:

    Com mais tempo, já te desfaço os conselhos um a um para separar o trigo do joio em cada um deles…

  4. Rui Gomes diz:

    Sónia, estou curioso para ouvir essa “desconstrução”… rsrs

  5. A Rodrigues diz:

    A Rodrigues liked this

  6. João Sá diz:

    Eu tb fiquei curioso.

  7. Sónia Duarte diz:

    Porque tento cumprir com o que prometo, cá vai uma tentativa (vamos lá ver se consigo…) de desmontagem destas ideias:

    1) “A vida não é fácil, acostuma-te a isso.”

    Sim: há que desenvolver mecanismos de sobrevivência acordes com o mundo em que vivemos; Não: adaptação acrítica jamais! Acostumar-me à injustiça? Era o que faltava. Viva a capacidade de indignação! O mundo pode ser bem melhor do que o que é…

    2) O mundo não está preocupado com a tua auto-estima. O mundo espera que tu faças alguma coisa útil por ele ANTES de te sentires bem contigo mesmo.

    3) Não ganharás 40 mil euros por ano assim que saíres da escola. Não serás vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que tenhas conseguido comprar o teu próprio carro e telefone.

    Sim: é preciso estar preparado para situações adversas. O desejável é que a propriedade acumulada seja a retribuição pelo trabalho desenvolvido numa perspectiva de utilidade social. Não: não sejamos ingénuos… Nem sempre é assim! Há muita riqueza herdada. Há quem nasce em berço de ouro e, cada vez mais, filho de operário se arrisca a continuar do mesmo lado do esquema de produção… “Olhos atentos e patas na terra”, como diz a canção do Sérgio.

    4) Se achas o teu professor rude, espera até teres um Chefe. Ele não terá pena de ti.

    Sim: na juventude é frequente observar-se uma rebeldia desproporcionada e confundir-se a necessária autoridade (científica, ética) de um professor com a prepotência tão frequente nas relações de trabalho; Não: agora, se o teu professor é mesmo rude, vê lá se o ensinas… O respeito merece-se! E se o teu chefe ainda for pior… tens a minha solidariedade. Passa pelo sindicato e tratamos de resolver isso… Mas também não tens que pensar que é um porco capitalista só porque é “chefe”. Nada de preconceitos! Muito provavelmente haverá alguém na cadeia de produção que o explore a ele…

    5) Fritar hamburgers num restaurante não está abaixo da tua posição social. Os teus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam-lhe oportunidade.

    Sim: o trabalho não tem posição social, por muito que o tentem engavetar nela. Não: não te contentes com fritar hamburguers se o que queres é trabalhar numa oficina de mecânica automóvel. Não te contentes com ser juiza se o que queres é ser cabeleireira. Não te contentes com ser cabeleireira se o que queres é ser arquitecta. Claro que fritar hamburguers pode ajudar às despesas do curso de mecânica…

    6) Se fracassares, não é culpa dos teus pais. Então não lamentes os teus erros, aprende com eles.

    Sim, sim e sim! a não ser que seja mesmo culpa dos pais… é que há gente para tudo… 😉

    7) Antes de nasceres, os teus pais não eram tão críticos ou chatos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as tuas contas, lavar as tuas roupas e ouvir-te dizer quanto és porreiro. Então antes de salvares o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos teus pais, tenta limpar o teu próprio quarto.

    Sim: os problemas de hoje não são só responsabilidade de quem vem de trás. Todos temos responsabilidades em cada fase da nossa vida, não abdiquemos delas. Não: não admitas que te digam que tens culpa pelos problemas dos teus pais! Tu não pediste para nascer! As pessoas deviam ter filhos principalmente por motivos generosos (a pensar no que podem fazer pelos filhos) e não egoístas (a pensar no que os filhos podem fazer por eles: que deve ser giro ter filhos e que todos têm um e que não querem ficar sozinhas mais tarde, etc…). E se tens projectos políticos generosos, não deixes que te prendam em casa com a história de arrumar o quarto. Não deixes de colaborar solidariamente nas tarefas colectivas, mas, afinal, no teu quarto só dormes tu, não é…?

    8) A tua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas já não repetes o ano e tens quantas hipóteses precisares até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA com a vida real.

    Sim: há competição na vida real e nem sempre te dão uma segunda oportunidade. Prepara-te e desenvolve estratégias de resistência. Não: não penses que a escolas são assim exigentes! Exige que o sejam! Onde andam essas raridades. Matricula-te numa! A minha até tem um quadro de excelência, para mal dos meus “pecados”…

    9) A vida não é dividida em semestres. Não terás sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados te ajudem a cumprir as tuas tarefas no fim de cada período.

    Sim: Por vezes tens mais trabalho do que o que é justo/ aguentas. Cria defesas! Não: não deixes que se metam com o teu direito às férias. Já sabes o horário do sindicato? E, além disso, não partas do princípio de que não há necesariamente camaradagem nos locais de trabalho. Ajuda a criá-la, ajuda os outros!

    10) A televisão NÃO é a vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o bar ou a discoteca para ir trabalhar.

    Sim: a televisão “moranguiza e açucariza” muito a realidade e as lentes cor-de-rosa só ajudam a criar miopia social. Não: não te esqueças que a pausa é um direito! Sem ela, nada feito!!!

    11: Sê simpático com aqueles estudantes que os demais julgam que são uns marrões. Existe uma grande probabilidade de vires a trabalhar PARA um deles.

    Sim: deves respeitar os outros e não alinhar na discriminação de colegas com interesses minoritários, só porque são minoritários. Isso sim é muito pouco “cool”… Não: não o faças por interesse, porque podes vir a precisar deles… Lambe-botismo, não!!! Se eles são marrões, ajuda-os a perceber que há outras formas de aprender na vida sem ser (só) nos livros e muito menos de memória. quem sabe, não descobres tu entretanto que os livros também são um mundo fascinante e que a memória também tem vantagens…

  8. Sónia Duarte diz:

    Errata: onde se vê um smiley de óculos, devia aparecer um oito… azelhice minha!

  9. João Sá diz:

    Sónia, obrigado pelo trabalho que tiveste a dar-nos a tua perspectiva.
    Gostei do teu estilo. Foi descontraído, divertido, sarcástico q.b. (sem exageros) e ao mesmo tempo sério.
    Cá está uma prova de que a interpretação que fazemos de cada coisa se pode situar em extremos quase opostos.

    Se estes conselhos forem lidos numa perspectiva de adaptação e de rendição à lógica dominante, então, também discordo deles. Se forem lidos como uma forma de compreender o mundo e nos inserirmos nele de forma crítica e construtiva, então, estou a favor. É aí que me posiciono.

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