Contrastes sindicais

CGTP e UGT divididas sobre recusa dos trabalhadores da Autoeuropa

CGTP:

… o secretário-geral da CGTP disse que confia na Comissão de Trabalhadores para encontrar uma saída para este novo impasse.

UGT:

Já o secretário-geral da UGT lamentou que os trabalhadores tenham recusado o pré-acordo, não tendo assim optado por defender o seu emprego.

Razões à parte, concordâncias e discordâncias também, a minha leitura é esta: uns são fiéis a princípios, outros rendem-se ao sistema.

9 respostas a Contrastes sindicais

  1. A Rodrigues diz:

    Trata-se de uma guerra de longos anos.
    Numa empresa em que trabalhei o problema era o mesmo. A Comissão de Trabalhadores pertencia à CGTP e o principal sindicato pertencia à UGT. A Comissão de Trabalhadores atacava o Acordo de Empresa negociado pelo sindicato. O sindicato atacava as actividades de protecção de trabalhadores desenvolvidas pela CT.
    Aqui não se trata de ser fiel a princípios nem a render-se ao sistema. Trata-se de defender a sua própria imagem e os que lhes pertencem.

  2. João Sá diz:

    «Trata-se de defender a sua própria imagem e os que lhes pertencem.»
    Ok.

    «O sindicato atacava as actividades de protecção de trabalhadores desenvolvidas pela CT.»
    Desde quanto é que “algo” que ataca as “actividades de protecção de trabalhadores” pode ser chamado de sindicato? Uma coisa é a antítese da outra.

    Parece-me que a tua leitura encaixa na minha, ou vice-versa.

  3. Sónia Duarte diz:

    Há efectivamente os que existem para defender a sua imagem, os que existem para defender a imagem de outros e os se preocupam menos com a imagem que com o que defendem e acho que ambos (João e Rodrigues) acabam por dar argumentos para esta leitura.
    Com última nota: gosto da quebra com as generalizações; os sindicatos não são todos iguais…

  4. João Sá diz:

    Mas há ainda uma discussão que fica por fazer… e que pode dar azo a variadas interpretações do meu post se não for dita.
    Será que os princípios a que uns são fiéis são os princípios desejáveis?

  5. Sónia Duarte diz:

    Façamo-la e identifiquemos “uns” e “outros”.

  6. João Sá diz:

    Vamos então tentar identificar alguns, começando pelas perguntas:
    – Será que temos o sindicalismo adequado aos tempos que correm, de um modo mais sound bite, será este o sindicalismo para o século XXI?
    – Será possível conciliar tantos sindicatos, tão diferentes e de áreas profissionais tão distintas numa mesma central (ou em duas)?
    – Por que razão determinadas profissões não têm representação sindical?

  7. A Rodrigues diz:

    Mais uma:
    – Será eficiente ou possível conciliar diferentes sindicatos representando a mesma classe de trabalhadores dentro da mesma empresa? Infelizmente é o que se passa nalgumas grandes empresas e o resultado é uma guerra entre sindicatos e entre trabalhadores.

  8. Sónia Duarte diz:

    Não vou fugir ao debate🙂 , mas vou fugir ao momento. Não quero dar uma resposta ligeira e estou demasiado cansada para proceder de outra forma com assuntos que não o são de todo… Vou recuperar forças e lucidez com o S. João…🙂 e volto depois a esta conversa…

  9. João Sá diz:

    Ok, Sónia.
    Ficamos a aguardar a “reacção”!😉

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