Já não há vergonha

Leia-se no DN:

Sócrates ensaia nova imagem de líder “humilde”

(…)

Há um novo José Sócrates que despontou com o descalabro eleitoral do PS nas eleições europeias: um Sócrates que prega as virtudes da “humildade”, que admite o “desgaste” da governação, que ouve críticas internas sem se irritar, que se disponibiliza aos jornalistas para responder a perguntas sem que lho peçam, que defende que é preciso a maioria PS “falar de outra forma” de forma a “chegar mais perto” dos cidadãos.

(…)

Se eu tivesse aterrado agora aqui, pensava que vivia noutro país, com outro governo e com outro primeiro ministro.

Já não decoro?
E a memória, onde está?
Haja um pouco – um bocadinho que seja – de pudor.

Raposa disfarçada de cordeiro, é o que é!

Para desanuviar, um twitt de José de Pina:

Com a nova humildade do governo, Santos Silva vai deixar de ser o Malhador para ser o Acariciador.

8 respostas a Já não há vergonha

  1. humberto diz:

    Vá lá, o homem aprendeu com os erros. Não acham isso importante? Finalmente percebeu que tem de ser menos agudo nas decisões que toma as quais mexem com muito \”capital\” estabelecido. Ou será que é tudo teatro?

  2. João Sá diz:

    Aprender com os erros é bom, mas teve muitas oportunidades para o fazer e não me consta que seja por falta de informação ou de inteligência que não o fez.
    Por tudo o que tem acontecido, parece-me uma questão de carácter.
    Não acredito em nada do que foi dito. Soa tudo a falso e a oportunismo político.

    Será que agora basta mostrar uma pontinha de arrependimento e esquecem-se todas as barbaridades passadas?
    Isso é o \”nacional porreirismo\” no seu melhor, e eu até sou um tipo muito tolerante!🙂

  3. A Rodrigues diz:

    O que estás a dizer é que o homem, ou qualquer outro ser humano, não tem o direito de reconhecer publicamente os erros ou de tentar corrigir a sua atitude.
    Será que é isso mesmo em que acreditas? Ou não será apenas que por não gostares do homem não queres aceitar que ele se corrija?

    Ele é um politico, reconheceu que perdeu o eleitorado e tenta corrigir o seu discurso. É perfeitamente normal.
    Assim como tu quando fazes marketing da tua empresa e verificas que não é eficiente mudas a sua forma e o discurso.
    É perfeitamente legitima a sua mudança de discurso.

    Quanto ao carácter já é uma coisa diferente. Uma pessoa não muda de carácter de um dia para o outro. Só um tolo acreditaria nisso. Mas isso não implica que essa pessoa seja proibida de mudar de discurso ou de lutar pelos interesses da organização a que pertence.

  4. João Sá diz:

    Wrong, não disse nada disso e estás a ler coisas que eu não escrevi, aliás, escrevi o contrário…

    Um ser humano, mesmo que não seja muito inteligente – o que não é o caso -, não erra tantaaaaaaas vezes quando lhe mostram (de maneiras tão claras e firmes) que errou. Quando erra é porque quer ou lhe interessa errar. Ou isso, ou uma questão de carácter, ou as duas coisas juntas…

    Eu sei que estamos habituados a políticos desses. É precisamente esse o problema!! Eu não gosto desses políticos. Não gosto de políticos que dizem o que não pensam só porque vêem os votos a fugir.
    A propósito, viste a entrevista (ou parte dela) ontem na SIC? Aquilo não soou a falso? É que até o tom de voz era forçado. Já ouvi alguns comentários acerca disso e não me parece que fosse nenhum síndroma de distorção da realidade da minha parte… Mais gente viu/sentiu o mesmo.

    Quanto à tua última frase, acertaste em cheio (apesar de eu acreditar que a médio/longo prazo é possível mudar de carácter). Não é o caso, até pelo curtíssimo prazo!
    Como ambos concordamos, não foi isso que aconteceu. Assim, é aí que reside o cerne do meu “problema”. Já deves ter percebido que eu sou muito sensível a diferenças de aparência vs essência. Logo, alguém que não é verdadeiro, não é honesto, não é transparente, não é coerente, não tem valor para mim. É o caso.

  5. A Rodrigues diz:

    “… alguém que não é verdadeiro, não é honesto, não é transparente, não é coerente, não tem valor para mim.” => POLITICO

  6. João Sá diz:

    Bem visto.
    Mas não somos todos [políticos]?

  7. Sónia Duarte diz:

    Não se confunda a prática e/ou maioria de comportamentos dentro de um determinado grupo com que que é por natureza esse mesmo grupo, sejam eles, políticos, professores, médicos, pedreiros, emigrantes, mulheres, homens, pessoas… Pelo contrário: há que exigir que os que andam por aí disfarçados do que não são, corrijam esse comportamento ou se retirem. “Cuidado com as imitações!”, como diz a canção…

    http://www.imeem.com/people/TOaI_BY/music/NqnLSuMD/srgio-godinho-cuidado-com-as-imitaes/

  8. Sónia Duarte diz:

    PD: a diferenciação “mulheres, homens, pessoas…” foi muito intencional.

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