Gradualismo

Estudava eu o Decreto-Lei n.º 75/2008 (para quem tem a sorte de andar afastado destas coisas, trata-se do novo modelo de gestão escolar) e, entre outras pérolas, a que já estamos habituados em muitos dos diplomas legais deste ME, leio o ponto 3 do Artigo 8.º:

A transferência de competências da administração educativa para as escolas observa os princípios do gradualismo e da sustentabilidade.

Se sustentabilidade é uma palavra interessante, mas muito vaga, o que dizer de gradualismo?

Bem, recorri ao dicionário para verificar se a minha intuição interpretativa (Que tal? Também sei falar esta linguagem!) estava certa. Surpresa. Procurei em três dicionários e a palavra não consta. Devem ser os meus dicionários… fraquitos!

Mas temos sempre o google, lembrei-me! Mesmo a (des)propósito, encontro um post com o título «O Grande Erro de Darwin – o Gradualismo». E este decreto, será também um grande erro? A mim parece-me que sim.

Já agora, e só para terminar, que tal fazer leis que obedeçam aos princípios da simplicidade, clareza, rigor e objectividade.

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