Banda estreita

Pouparam na ligação à Internet e agora dão mais um dia de “borla”.

Finanças dão mais um dia para a entrega do IRS

O Ministério das Finanças decidiu dar mais um dia para que os contribuintes possam entregar a sua declaração do Imposto sobre o Rendimentos das pessoas Singulares (IRS) sem que sofram qualquer penalização.

(…)

É a revolução, digo, choque, tecnológica(o) em banda estreita.

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7 Responses to Banda estreita

  1. A Rodrigues diz:

    Eu não concordo com essa visão da “banda estreita”.
    Eu acho que estamos na presença de um problema cultural que, associado a outros, tem sido um entrave no desenvolvimento da nossa sociedade.

    É típico dos portugueses guardarem tudo para o último dia. Não faz parte da cultura portuguesa pensar que algo pode correr mal, prevenir e ter planos de contingência.

    Claro, se se pode entregar no último dia porque entregar antes? E isto aplica-se tanto no caso da entrega on-line como presencial.
    O que acontece se não há ligação, ou se a linha telefónica avaria, ou se falta a luz, ou se o computador decide bloquear ou mesmo avariar?
    Assim como no caso da entrega presencial, o que acontece se o meio de transporte avariar, ou se a estrada ficar bloqueada e não chegarmos a tempo, ou se adoecemos, ou se recebemos uma noticia dramática.

    Em qualquer um dos casos perde-se a chance de uma segunda oportunidade.
    Mas não, a probabilidade de tal acontecer é diminuta, portanto deixa-se para o último dia.

  2. João Sá diz:

    Concordo com essa análise. É realmente, e também, um problema cultural. Aliás, como falámos noutro post. Repara que este é outro post da categoria “humor”.
    E o trocadilho da banda larga já se tornou um clássico. Sai sempre bem. É como o pão quente.
    Não digam que não avisei sobre o meu humor de hoje…

  3. Pedro Alves diz:

    Claro que há uma questão cultural mas essa não é relevante na situação presente, nem as outras situações comparáveis.
    O prazo incluía o dia de ontem, sendo que alguns contribuintes não o poderam cumprir por razões que lhes são alheias portanto têm todo o direito de um dia adicional para cumprir a sua obrigação fiscal.
    Isto é válido que a entrega seja presencial (por exemplo, uma greve dos funcionários da DGCI) quer seja on-line.

  4. A Rodrigues diz:

    Caro Pedro.
    O Sr. chega à repartição de finanças às 16:50, sabendo que esta fecha às 17:00. À entrada encontra uma fila de 20 pessoas e perde a sua oportunidade de entregar a sua declaração.
    Vai dizer que foi por motivos alheios? Não terá sido o Sr. a estar alheio às suas responsabilidades até ao ultimo momento?
    O prazo incluía o dia de ontem. Mas o prazo incluía também o dia 15 de Abril.

  5. João Sá diz:

    É uma questão delicada. Colectivamente, concordo que é uma problema cultural. Mas a verdade é que o prazo existe para que o serviço esteja disponível até ao último minuto. Assim, individualmente, qualquer cidadão tem o direito de chegar à repartição às 16:50. A solução para estes problemas é sempre a mesma… educação… de todos!

  6. A Rodrigues diz:

    João, qualquer cidadão tem direitos e tem deveres. Relativamente aos deveres é responsabilidade do cidadão fazer o que está ao seu alcance para os cumprir. O simples facto de um cidadão julgar que por ter um prazo até ao dia tal pode simplesmente cumprir o seu dever no ultimo minuto está errado. É da responsabilidade do cidadão cumprir dentro do prazo legal, e isso determina que o cidadão deve tomar todas as medidas para que tal seja possível.
    Como referi no primeiro comentário muitas situações podem ocorrer que impedem o cidadão de cumprir o dever naquele momento. Portanto é da sua responsabilidade prevenir essa situação.
    Por outro lado os recursos não são ilimitados. É impossível possuir repartições de finanças que respondam aos 10 milhões de cidadãos no último minuto, assim como é impossível possuir uma rede informática que o faça.

    Como analogia, um condutor pode ser declarado culpado de um acidente mesmo que não tenha infringido nenhum regulamento do código da estrada. Basta que se prove que não teve uma atitude de prevenção que evitasse o acidente.
    Da mesma forma um cidadão passa a ser o culpado de não ter cumprido o seu dever se não teve uma atitude responsável que lhe permitisse ter as condições necessárias para o cumprir.

    A responsabilidade não é apenas respeitar regras e prazos. Responsabilidade é fazer o que está ao alcance para que cumprir o seu dever.

    Já agora a lei não diz que o cidadão deve estar na repartição de finanças até aquele prazo. A lei diz que o cidadão deve entregar a declaração até aquele prazo. Isso inclui todo o processo de entrega e validação até que a declaração seja aceite pelos serviços.

  7. João Sá diz:

    🙂
    E o que é que eu disse?
    Daí a educação…

    Mas também é responsabilidade de uma gestão sensível e conhecedora do contexto que gere procurar mecanismos que evitem ou minimizem este tipo de ocorrência.
    A pedagogia pode e deve ser exercida por todos os que têm responsabilidades.
    Em alternativa à pedagogia, embora não seja a solução ideal, é sempre possível criar mecanismos de gestão de fluxo. Por exemplo, criando slots temporais distintos para grupos de pessoas.

    Um exemplo: no caso dos concursos de professores, também para evitar a sobrecarga dos servidores, a submissão de candidaturas é dividida em função da primeira letra do nome do candidato.

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