Quando a anormalidade se torna normal

Segundo noticia o DN, «Ministério investiga escolas sem casos de violência». Ainda bem que há recursos para investigar, e espero que para perceber, por que razão algumas escolas não têm casos de violência. Antecipo razões diversas. Em algumas, não haverá realmente casos de violência (boas práticas, meio sócio-cultural onde se inserem, …). Noutras, acredito que existam [casos de violência] mas não sejam divulgados (as razões também podem ser variadas).

Mas, não desvalorizando esta medida, não é preocupante que se faça mais para perceber por que razão não há violência em algumas escolas em vez de se fazer por combater a violência nas escolas em que existe?

Mas pior ainda, e altamente preocupante, é a normalidade [implícita] com que se considera a existência de violência (na escola e na sociedade).

2 respostas a Quando a anormalidade se torna normal

  1. Sónia Duarte diz:

    De acordo!

    A escola não é parte da sociedade? Resolva-se o problema (da violência, da fome, do acesso à cultura, à saúde, etc….) na sociedade e resolver-se à na escola.

  2. João Sá diz:

    Sem dúvida, até porque a escola é reprodutora de comportamentos e hábitos sociais.
    O problema é que a escola tem sido encarada, por sucessivas políticas, como a solução para todos os problemas. Recebe mais responsabilidades e atribuições, deixando muitas vezes de se poder concentrar naquilo que é essencial para ela – o conhecimento (em sentido lato) e os alunos.

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