Hortas urbanas em Coimbra

Mais algumas luzes. Desta vez em Coimbra. Não conheço os pormenores da iniciativa para além desta notícia mas,  pelo que li, estou totalmente de acordo.

A Câmara de Coimbra aprovou hoje a criação de hortas urbanas em mais quatro zonas da cidade, afectando ao projecto terrenos municipais no Alto de S. Miguel/Ingote, S. Martinho do Bispo, Portela e Vale das Flores.

(…)

Em relação às novas áreas destinadas às práticas agrícolas na cidade (…)

É um tema sobre o qual tenho vindo a reflectir: o crescente distanciamento da generalidade das pessoas em relação à terra (da terra mesmo, não necessariamente da agricultura). Vivemos em casas revestidas com pavimentos dos mais variados materiais, calçamos sapatos, andamos de automóvel, transportes públicos ou mesmo de bicicleta. Quanto tempo passa sem termos contacto com a terra? Será que isto não é factor de desiquilíbrio? Alguns lá vão pondo as mãos na terra dos vazos. Outros só vão à praia no verão (onde não há terra, apenas areia). Outros nem isso.

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2 Responses to Hortas urbanas em Coimbra

  1. A Rodrigues diz:

    As hortas urbanas são uma prática generalizada na Alemanha. Decoram os subúrbios das cidades sendo visíveis um pouco por toda a parte sempre que nos aproximamos das cidades.
    Trata-se no fundo de um terreno dividido em pequenas parcelas em que o proprietário de cada parcela cria o seu próprio quintal. Uns criam pequenas hortas outros pequenos jardins. Mas o mais fascinante é que também criam condições para lá passarem longas horas durante o fim de semana. Uma arrumação em madeira, mesas e cadeiras de jardins, barbeque, numas baloiços, noutras pequenas piscinas insufláveis.
    Para quem vive enclausurado num apartamento no centro da cidade tem assim uma oportunidade de usufruir do seu pequeno pedaço de terra.
    A grande desvantagem é o seu aspecto de bairro-da-lata quando visto à distância fruto do aglomerado de arrumações (vulgo barracas) em madeira.

  2. Sónia Duarte diz:

    Na área metropolitana do Porto também há iniciativas diversas deste tipo. Se o tema interessa, recomendo a visita ao site do Projecto “Raízes” (http://www.raizes.org/), por sinal, feito de gente bastante predisposta a intervir em contextos educativos e na organização/associação de agricultores e consumidores.

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