Children see. Children do.

Todos somos modelos, mesmo se e quando não queremos. Para repensar comportamentos (pais, professores e cidadãos).

4 respostas a Children see. Children do.

  1. Sónia Duarte diz:

    A intenção é boa, mas acho que a mensagem poderia ser melhorada. Parece estar por detrás desta campanha a ideia de que “filho de peixe sabe nadar”: filho de alcoólico vai ser alcoólico, filho de agressor vai ser agressor, filho de toxico-dependente vai ser toxico-dependente, filho de ladrão vai ser ladrão… É verdade que o papel dos outros modelos é importante e todos somos “outros modelo”, mas o estigma que estas imagens ajuda a criar pode ser em si mesmo “deseducativo”.

  2. João Sá diz:

    Tens razão, Sónia. Pensei nisso antes de colocar aqui o vídeo. Mas um anúncio deste tipo é (sempre) necessariamente redutor. Conta-se com o bom senso das pessoas na “leitura”. O anúncio poderia fazer essa salvaguarda mas perderia impacto. Já sabemos que não há regras universais que se apliquem ao ser humano no que respeita a comportamentos, mas também sabemos que há tendências.

  3. Tatiana Costa diz:

    Realmente não é uma verdade absoluta, “filho de peixe saber nadar…”, Mas, infelizmente ou felizmente, todos somos calçadas por nossas famílias, principalmente no âmbito emocional.
    Conheço pessoas que cresceram vendo o pai maltratar a mãe e sempre foram contra essa atitude paterna, porém se transformaram em adultos extremamente agressivos, problemáticos, sequelados… Sem necessariamente bater na sua esposa. Ou seja, podemos não repetir exatamente as mesmas coisas que vivemos na infância, mas isso refleti e muito em vários outros aspectos.

    Conheço caso de pessoas que ficam introspectivas, com medo de se relacionar com pessoas, com medo de se relacionar com homens ou com mulheres.

    De fato, podemos não saber nadar, mesmo sendo filho de peixe, podemos inclusive ter medo de água!! Mas, tudo isso está ligado diretamente à família, a sua base de vivencias lá da infância.

    O objetivo de campanhas como essa, em minha opinião, é chocar, tirar as pessoas da zona de conforto. E nesse caso, tirar os pais ocupados com seu próprio umbigo da zona de conforto. Mostrar que só podemos ensinar aquilo que praticamos, aquilo que acreditamos, aquilo que SOMOS… Afinal, “a palavra convence, mas o exemplo arrasta” e isso serve para tudo na nossa vida.

    Um forte abraço a todos!

  4. Sílvia B. diz:

    Este é, sem dúvida alguma, um assunto complexo e que merecerá uma análise também complexa.
    Claro que numa campanha, essa complexidade é de transmissão difícil, senão impossível, e tendo em conta o contexto (campanha da The National Association for
    Prevention of Child Abuse and Neglect – http://www.napcan.org.au/) compreendo perfeitamente a abordagem. A nossa “leitura”, com bom senso (usando as palavras do João), deve considerar a diversidade de influências na vida de cada criança, adolescente ou adulto, e a diversidade de contextos nos quais ele participa. E, já agora, sem esquecer as características de cada um, aquelas que se devem não apenas a essas interacções, mas também a factores de carácter mais biológico/genético. Afinal, somos aquele ser biopsicossocial!

    Como tanto se tem falado por aqui em professores e em escola, não podemos esquecer a sua influência na vida e desenvolvimento nos jovens. Apesar de a família ter um grande impacto, a educação nos outros contextos, sendo de boa qualidade, pode constituir um factor protector nos casos de famílias de risco!

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