Magalhães 2.0

Parece que vem aí o novo Magalhães, a versão 2. Apreciei particularmente a forma como a notícia foi introduzida no Jornal da Noite da SIC (transcrição minha):

Ainda não estão entregues os computadores Magalhães, prometidos, e já se anuncia um novo, ainda este ano

Ironia adequada, justa, e totalmente verdadeira.

Continuo é com muitas dúvidas sobre esta relação do governo com a JP Sá Couto. É, concerteza, um negócio milionário. Sem concurso. Sem transparência. Uma única empresa detém o monopólio sobre um produto, distribuído com o auxílio de recursos públicos (incluindo a deturpação de funções dos professores do 1º ciclo do ensino básico). Membros do governo, incluindo o primeiro ministro, fazem publicidade gratuita. Arranjam negócios (exportações) para outros países, incluindo a promoção do dito [computador] na Cimeira Ibero-americana, com vantagens evidentes para uma empresa privada.

Anuncia-se o novo Magalhães no mesmo dia em que se diz que as Câmaras vão poder adjudicar obras até cinco milhões de euros sem abrir concurso. Antes, o valor máximo para ajuste directo era de 150 mil euros.

Que tendência… Que caminhos perigosos, estes, que este governo tem traçado para o país!

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2 Responses to Magalhães 2.0

  1. Sónia Duarte diz:

    Este como outros posts daqui e dos blogs pessoais em que escrevem professores, teriam todo o sentido num blog de escola, por abordarem a temática da educação em termos gerais ou mais especificamente assuntos de áreas disciplinares concretas. Seria vantajoso aproveitar os tempos da componente não lectiva presencial dos professores para uma actividade tão útil como é a de dinamizar a reflexão crítica sobre o universo (particularmente o escolar) em que nos mexemos.
    Cá fica a sugestão, para o caso de algum Presidente de Conselho Executivo a quiser levar avante ou poder vir a contagiar algum colega com a mesma ideia…

  2. João Sá diz:

    Sónia, a sugestão que fazes é também uma ideia que tenho há algum tempo.
    Isso e a partilha de conhecimento de forma mais ou menos informal entre os membros da comunidade escolar. Pequenas “formações” construtivas e descomprometidas, informais, sobre temas de interesse do grupo. Acho que uma escola “ideal” passa também por aí. Imagina o que seria ter encontros em pequenos grupos, de forma mais ou menos regular, para que todos partilhassem com todos o que sabem. Ou apenas para discutir e “crescer” em conjunto, como referes.
    Enquanto isso não é possível como cultura de escola (muito pontualmente acaba por ser) , vamos tendo os blogs, os fóruns e algumas conversas pessoais ou em micro-grupos. É melhor que nada!

    Infelizmente, o caminho que a escola tem seguido é tudo menos propício a isso, muito devido a este modelo de avaliação e à tendência anti-democrática que as escolas estão a seguir. A competitividade não saudável, a falta de confiança e o que de pior o ser humano tem, está a vir ao de cima (e a responsabilidade não é dos professores). Até que me provem o contrário, tenho essa convicção. É pena. Mas não perco a esperança. Depois da tempestade há-de vir a bonança. Só não sei quando… Espero que ainda no “meu tempo”. Farei por dar o meu modesto contributo.

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