Hospitais portugueses em tempo de gripe

A SIC noticiou, hoje, que o hospital Amadora Sintra tem 88 doentes num serviço planeado para 24.

Os doentes enchem os corredores, como se pode ver nas imagens retiradas deste vídeo.

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Parece que há um paliativo (expressão da reportagem SIC) para o problema, o recurso aos hospitais militares. Mas só em caso de necessidade, diz a ministra da saúde, Ana Jorge. Este não é um caso de necessidade? Onde está a dignidade destes doentes? Alguns deles estão há 12 horas à espera (dito na reportagem). Outros talvez mais, fica implícito também na reportagem.

O Amadora Sintra é um exemplo. Não é o único. Sei, por relato de pessoa próxima, que as urgências do Hospital da Universidade de Coimbra estavam «caóticas» (expressão utilizada) numa destas noites. «Pessoas desesperadas», algumas delas que pediam apenas um copo de água, e a quem ninguém ligava. «Nunca vi as urgências assim» foi-me também relatado. «Velhinhos em fila, encostados à parede, com máscaras de oxigénio».

Isto é uma situação normal, diria ciclicamente anual, no Inverno. Nunca mais nos prevenimos em terra? Faz-me lembrar a prevenção de incêncios florestais. Só nos lembramos quando é Verão. Todos os anos se repete a triste cena. E se ocorre uma qualquer catástrofe? Ningúem está livre – acidentes não são previsíveis! Para onde irão os feridos se os corredores estão cheios, ocorre-me perguntar?

Que país!! Que (des)governo.

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