Poupanças

A propósito do que foi referido por mim neste post, aqui fica mais uma confirmação. Diz esta notícia do Público que:

 Professores em condições de pedir a reforma até 2011 dispensados da avaliação

É só mais uma notícia a reforçar o que já está confirmado. Objectivo: poupar dinheiro.

(Verdadeira) qualidade de ensino? Sucesso real? Melhor escola pública?

Isso é para os românticos (ou para quem pode)! (É o que eles devem pensar.)

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3 respostas a Poupanças

  1. enfim diz:

    um professor que, mesmo que seja avaliado, já não vá a tempo de progredir na carreira visto estar em idade de reforma é dispensado da avaliação. obviamente que isto em vez de ser para fazer o obvio, ou seja, é para poupar dinheiro. sim, claro so pode ser. ou entao, se calhar é pq nao faz sentido nenhum avaliar qd a avaliação ja nao ia servir para nada. enfim. ,mas uma prova que a quantidade de acéfalos neste país aumenta todos os dias. só o facto dos professores, coitadinhos, proporem a auto-avaliação como modelo de avaliação é risivel e explica bem pq a educação está como está.

    eu sou aluno universitário e aqui os professores sao avaliados todos os semestres. e a coisa funciona. quem nao é competente nao fica cá mto tempo ou, pelo menos, muda de funções. se no ensino “pre-universitario” também fosse assim restavam meia duzia de professores, visto que a maioria é incompetente.

  2. Sónia Duarte diz:

    Não concordo que a maioria dos professores e educadores do ensino não superior seja incompetente. Acho que é uma afirmação difamatória e insultuosa que eu repudio enquanto professora. Há profissionais incompetentes a todas as áreas, mas generalizar isso a toda uma classe é (como acontece, aliás, com todas as generalizações) abusivo. Ainda bem que da minha experiência de estudante não tenho essa memória. Claro que uns me marcaram mais do que outros, mas tive maioritariamente muito bons professores e agradeço e reconheço o seu contributo no meu processo de formação. Felizmente…

  3. João Sá diz:

    Caro “enfim”, ou prefere que o trate de outra forma? Não é meu hábito responder a mensagens anónimas mas, como diz ser estudante, e eu de boa fé acredito, abro esta excepção.

    Quero, em primeiro lugar, dizer que compreendo a sua frustração. Pois, da forma como escreve (sem respeito pelas mais elementares regras – maiúsculas, acentuação, …) só vejo duas hipóteses: 1) teve muito azar com os professores que apanhou ao longo do seu percurso escolar; 2) não esteve com atenção nas aulas ao longo de todo esse percurso.

    Ainda vai a tempo. Uma regra que deve aprender desde já, é de que as generalizações são muito perigosas e, geralmente, não se aplicam.

    Imagine o que seria se eu, ou alguém, dissesse que os estudantes universitários são todos uns preguiçosos – só porque conheci alguns assim! Facilmente compreende onde quero chegar… Mesmo escrevendo de forma descuidada.

    “avaliação ja nao ia servir para nada.”
    Fique a saber que a (verdadeira) avaliação serve sempre para alguma coisa (válida). Quando acorda de manhã e se olha ao espelho, está logo a avaliar-se. A avaliação não é o que muita gente pensa e, a verdadeira avaliação escolar é, e deve ser, formativa. Não confunda avaliação com outras coisas… A ideia que tem de avaliação deriva de um conceito social que nos quer impor um mecanismo pseudo-científico de filtragem, por exemplo, para administrativamente pagar salários mais baixos ou, no limite, despedir um trabalhador. E não estou a defender que não deve haver avaliação. Eu sou a favor de mecanismos de avaliação – simplesmente porque o mundo (e a sociedade) não são perfeitos. Mas sejamos sérios. Avaliar deve servir para melhorar. Para estimular. Quando tem segundas intenções (ocultas) serve apenas para beneficiar (alguns) e prejudicar (muitos).

    “…só o facto dos professores, coitadinhos, proporem a auto-avaliação…”
    Não foram os professores que propuseram auto-avaliação. Foram os sindicatos (a FENPROF). E, mesmo assim, a proposta dos sindicatos vai além da auto-avaliação. Claro que uma leitura simplista e populista do que alguma comunicação social transmite e, principalmente da mensagem emanada pelo ministério da educação, dá nisso… A propósito de sindicatos, nem todos os professores se revêm nas posições da FENPROF. Por isso apareceram uma série de movimentos independentes. (Vê como as generalizações são perigosas… principalmente se usadas por quem desconhece todos os contornos das situações…)

    Se quer a minha opinião, também não acho que a auto-avaliação seja solução. Neste caso não. A auto-avaliação é muito importante. Seria útil, mas não me parece que estejam reunidas as condições para tal.

    Desejo-lhe felicidades para o seu percurso universitário. Reparo que está muito optimista, e ainda bem. Não se esqueça que a generalidade dos professores do ensino não superior também andaram na universidade. Muitos deles também têm mestrados e doutoramentos. Portanto, conhecem “a universidade” melhor do que você…. A universidade (como tudo) tem coisas boas, mas não se iluda, lá também os há bons, maus, excelentes e péssimos. Garanto-lhe! E olhe que já frequentei 3 universidades públicas. Todas elas com sucesso…

    A propósito, quanto é “meia dúzia” para si? Não se esqueça que existem cerca de 143.000 professores em Portugal…

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