Segundo a notícia do Público, apesar dos «pormenores ainda secretos», os fundadores do Pirate Bay afastam-se do controlo do site.
The Pirate Bay prepara modelo de pagamento
O mais conhecido site do mundo para partilha de ficheiros vai mudar de dono muito em breve. Os futuros responsáveis têm já em marcha um plano que implica o pagamento de uma taxa de acesso – mas com benefícios para quem partilhar mais.
A Global Gaming Factory X, uma empresa sueca especializada em casas de videojogos, deverá concluir em Agosto a compra do Pirate Bay, o site de partilha de ficheiros cujos criadores foram este ano condenados em tribunal por incentivo à pirataria.
A empresa anunciou desde logo a intenção de tornar o Pirate Bay legal e de encontrar um modelo de negócio que deixasse satisfeitos os consumidores, os detentores dos direitos de autor e os fornecedores de acesso à Internet.
Embora ainda não sejam conhecidos muitos pormenores, a estratégia passará por cobrar uma taxa de acesso. Contudo, os utilizadores que mais partilharem ficheiros, ou que cedam espaço de armazenamento nos próprios computadores, verão reduzida a taxa – e alguns poderão mesmo vir a ganhar dinheiro pelos contributos que derem à rede.
A empresa contratou recentemente Wayne Rosso, um veterano da partilha de ficheiros na Internet, para ajudar a desenhar o futuro do Pirate Bay. Rosso, que criou um sistema de partilha de ficheiros que acabou por ser extinto no início da década por decisão de um tribunal americano, está já em conversas com representantes de editoras musicais.
A Global Gaming Factory X pagou cerca de 5,5 milhões de euros pelo site (metade em acções), que funciona como um motor de busca para os ficheiros guardados nos computadores dos utilizadores.
Passando à frente toda a discussão relacionada com os direitos de autor e com os direitos de cópia, o que é triste no meio disto tudo é a prevalência dos “modelos de negócio”, do lucro, do dinheiro face a outros valores maiores.
No entanto, a verdade é que a história dá muitas voltas.
Publicado por João Sá
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Parece que podemos, ou podem – os deputados da Assembleia da República, ficar descansados. Segundo esta notícia do 

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