Proferido por uma jovem com apenas 12 anos, Severn Suzuki, na ECO-92 (Cimeira da Terra) no Rio de Janeiro.
Agora que assistimos à Cimeira de Copenhaga, vale a pena ver ou rever este discurso.
Proferido por uma jovem com apenas 12 anos, Severn Suzuki, na ECO-92 (Cimeira da Terra) no Rio de Janeiro.
Agora que assistimos à Cimeira de Copenhaga, vale a pena ver ou rever este discurso.
Esta iniciativa de 56 jornais em 44 países, falando a uma só voz, com o mesmo editorial em torno da mesma causa, é um exemplo que deveria ser seguido por televisões, rádios, partidos políticos, associações e outras organizações.
Se todos nos juntássemos em torno de uma causa comum (esta é a causa!), não estaríamos ocupados com irrelevâncias mas antes com o que vale verdadeiramente a pena.
Hoje, 56 jornais em 44 países dão o passo inédito de falar a uma só voz através de um editorial comum [sobre Copenhaga]. Fazemo-lo porque a Humanidade enfrenta uma terrível emergência.
Se não nos juntarmos para tomar uma acção decisiva, as alterações climáticas irão devastar o nosso planeta, e juntamente com ele a nossa prosperidade e a nossa segurança. Desde há uma geração que os perigos têm vindo a tornar-se evidentes. Agora, os factos já começaram a falar por si próprios: 11 dos últimos 14 anos foram os mais quentes desde que existem registos, a camada de gelo árctico está a derreter-se, e os elevados preços do petróleo e dos alimentos no ano passado permitiram-nos ter uma antevisão de futuras catástrofes.
Nas publicações científicas, a questão já não é se a culpa é dos seres humanos, mas sim quão pouco tempo ainda nos sobra para conseguirmos limitar os danos.
(…)
O título é exagerado – assumo-o desde já -, até porque muito haveria a dizer sobre o que será isso de um país dominar outro, ou, por outro lado, sobre qual o melhor caminho para a humanidade e para o planeta – discussão muito mais relevante do que aquelas baseadas nas noções algo provincianas e mais-século-menos-século ultrapassadas, de país, de pátria ou de nação.
Mas o exagero é em relação à notícia, não em relação às reais possibilidades da China face às fragilidades de Portugal!
Que notícia? Esta que descobri no blogue Peopleware, motivado pelo Público, onde se lança uma discussão delicada e que certamente tocará em muitas sensibilidades. Dizem eles, entre outras coisas:
Um relatório divulgado esta semana afirma que informação sensível do Estado português foi roubada por uma rede informática sediada na China.
(…)
O relatório foi publicado por uma empresa de segurança informática portuguesa, chamada Trusted Technologies e que é praticamente desconhecida. Os autores dizem ter entrado nos servidores da GhostNet e encontrado, entre outros dados, informação capaz de facultar o acesso a bases de dados do Ministério da Justiça, ficheiros sobre o sistema que gere as eleições em Portugal, documentos da Polícia Judiciária e informação sobre juízes e magistrados. A empresa diz ter uma cópia de toda esta informação, que só divulgará se existir “autorização expressa pelas entidades competentes”.
(…)
“Em teoria”, garantiu Vieira, a informação encontrada nos computadores chineses “põe em causa a segurança das instituições” e permite alterar bases de dados como as do Registo Predial ou até interferir com a contagem de votos numa eleição.
(…)
Nada disto me surpreende. Estranho é se for apenas isso.
Um país com o potencial da China, com cerca de 1,3 biliões de pessoas, com um modelo social que consiste em explorar o potencial máximo de cada indivíduo dando-lhe o mínimo necessário para o atingir, pode fazer bem mais. Se juntarmos a isso uma grande compreensão do ocidente, que não é recíproca, uma atitude dominadora e paciente, e a crescente dependência dos estilos de vida ocidentais em relação a um também crescente número de produtos chineses (preço, abundância, qualidade, etc.), não é difícil perceber onde vamos parar.
Se nos concentramos apenas nas tecnologias da informação e comunicação, por conveniência de raciocínio e por associação à notícia, se pensarmos na complexidade do software que utilizamos diariamente, nas imensas camadas que todos usamos mas que muitos nem imaginam que existem, nos milhões de linhas de código, em todos os programas inseridos ou instalados em produtos fabricados na China. Se a isso juntarmos a rápida e crescente propagação destes produtos (só um exemplo para concretizar: experimentem ver onde são fabricadas a maior parte das pens de banda larga móvel), não será difícil imaginar algumas cenários no mínimo assustadores…
Recebi este artigo por email:
Obama should look to Portugal on how to fix schools
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To show the way, I suggest the president take a look at a modest country across the Atlantic that’s turning into the world leader in rethinking education for the 21st century.
That country is Portugal. Its economy in early 2005 was sagging, and it was running out of the usual economic fixes. It also scored some of the lowest educational achievement results in western Europe.
(…)
So Portugal launched the biggest program in the world to equip every child in the country with a laptop and access to the web and the world of collaborative learning.
(…)
Yet Portugal has been careful to invest in teacher training to capitalize on the possibilities of the laptops in schools.
(…)
Yet Portugal is on a campaign to reinvent learning for the 21st century. The technology is only one part of that campaign. The real work is creating a new model of learning.
(…)
Por que razão, eu, que até ensino (digo, facilito aprendizagens – ensinar é verbo proibido) tecnologias, vejo uma realidade bem diferente nas escolas que conheço?
Será que existe outro Portugal geograficamente semelhante e que até tem um primeiro-ministro com o mesmo nome do nosso?
Ou viverei numa dimensão paralela da realidade?
(Actualização)
Saía eu daqui, para uma visita a um dos meus blogs favoritos – A Educação do meu Umbigo -, e decidi voltar! Parece que o Público noticiou este artigo e que o Paulo Guinote fez [mais] uma análise certeira.
Apesar de o dia mundial da criança, reconhecido pela ONU, ser a 20 de Novembro, é hoje que se comemora em Portugal e em muitos outros países.
Para não esquecer este dia tão importante, aqui fica uma ligação à Convenção sobre os Direitos da Criança.
Uma notícia interessante no contexto actual:
Pela primeira vez na história funcionários do Banco Central Europeu fazem greve
Os funcionários do Banco Central Europeu (BCE) convocaram a primeira greve da história da instituição para o próximo dia 3 de Junho, em protesto contra as alterações previstas para os seus salários.
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Fico curioso em saber quais os salários destes funcionários. Será que é uma greve justa ou apenas um protesto de funcionários de luxo que não querem passar ao lado da crise?
Como é possível que ainda se digam coisas destas?
Um bispo anglicano nigeriano pediu ao Parlamento que impeça os casamentos entre homossexuais. E como medida adicional a prisão para quem tiver a coragem de aparecer na boda.
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Longe de esgotar os adjectivos acrescenta ainda que é “uma perversão, um desvio e uma aberração capaz de engendrar o holocausto moral e social” do país.
As penas que propõe para “castigar” os prevaricadores são cinco anos de prisão para os contraentes e um ano para quem tiver o arrojo de ser testemunha do enlace
(…)
Ainda mais tratando-se de um bispo de uma igreja cristã. Não é o cristianismo que defende “coisas” como a paz, a tolerância, a compreensão e outras coisas bonitas de se dizer? E a prática? Fica para os outros?
Cuidado para quem estiver a pensar ir a algum casamento à Nigéria. Ainda sai de lá só passado um ano. Ou cinco!
(Actualização)
E na Venezuela segue-se o caminho oposto:
A Venezuela vai legalizar as uniões homossexuais.
(…)
O novo estatuto será chamado de “associações de convivência”. O Projecto de lei Orgânica para a Equidade e Igualdade de Género “está quase pronto” e a poucos dias de ser objecto de deliberação no Parlamento.
(…)
Parece-me bem que legalizem o “casamento” homossexual. Tenho algumas dúvidas quanto a chamar-lhe casamento. São dúvidas de ordem meramente terminológica (e etimológica) sobre a palavra casamento. Dúvidas menores, parece-me.
Se a etimologia da palavra casamento estiver, sem qualquer dúvida, em “casa” então concordo que se lhe chame casamento. Vou investigar!
Mas nem tudo são rosas. A discussão sobre a procriação e a continuidade da espécie humana também tem que se lhe diga… É um ponto sensível? O casamento homossexual também.
…ou 9000000001, ou 8999999999, ou outro número qualquer parecido. Diz esta notícia que vamos ser 9 mil milhões em 2050. Em 2012 seremos já mais de 7 mil milhões.
Dá que pensar, principalmente se nos lembrarmos daqueles que vão sofrer, dos que vão morrer à fome, do que cada um vai sentir e pensar ou do que vão mudar no mundo!
O título deste post foi retirado deste artigo de Mário Crespo. Mário Crespo refere-se às opções políticas do PS sobre a eutanásia e sobre o casamento homossexual. Não partilho totalmente da visão apresentada mas, toda ela, revela preocupações legítimas, que também são preocupações minhas.
Uma dessas preocupações prende-se com o esvaziamento existencial que tem vindo a ser promovido por diversas formas. Prova disso, mas também do contrário, é a escultura Entropa e as reacções dos politicamente correctos que se mostram muito sensíveis a esta obra, do artista checo David Cerny, onde mostra um puzzle com uma caricatura dos preconceitos dos 27 países da UE. Algumas imagens dessa escultura podem ser vistas aqui. Exemplos:
Quer se queira, quer não, quer se goste, quer não se goste, isto é arte. Espero que se continuem a fazer muitas destas esculturas. Eventualmente mais chocantes. Enquanto chocamos, existimos e fazemos existir. Eu defendo a existência.