Depois de reflectir sobre algumas situações com que nos deparamos, chego a estas conclusões (obviamente, sem certezas):
- As dúvidas são as certezas dos fortes.
- As certezas são a força dos fracos.
Depois de reflectir sobre algumas situações com que nos deparamos, chego a estas conclusões (obviamente, sem certezas):
- As dúvidas são as certezas dos fortes.
- As certezas são a força dos fracos.
Uma breve reflexão a propósito das faces visíveis, das ocultas e das semi:
Se a transparência fosse um valor para todos, não haveria faces ocultas.
E também uma não-reflexão:
Estou en(j)o(j)ado de tanta opacidade.
Retirado do livro “A sabedoria de Gandhi”, uma compilação de Richard Attenborough (tradução de Ângelo dos Santos Pereira).
O caminho para a paz é o caminho para a verdade. A verdade é inclusivamente mais importante do que a paz. De facto, a mentira é a mãe da violência. Um homem sincero não pode ser violento durante muito tempo. Durante a sua busca perceberá que não tem necessidade de ser violento e descobrirá, para além do mais, que enquanto houver nele o menor rasto de violência, não encontrará a verdade na sua busca.
Não existem caminhos intermédios entre a verdade e a não-violência, por um lado, e a falsidade e a violência, por outro.
O que move cada ser humano? E a humanidade, o que a move?
Estas são perguntas que todos farão pelo menos uma vez na vida – parece-me -, mas que muitos optam por afastar da mente pelo desconforto que lhes causará. Não deviam, parece-me também. É que ao fazê-lo estão a desistir de uma boa parte da vida. Exceptuando alguns casos, parte dos quais seguidores convictos de alguma religião, a maior parte está a ceder a um materialismo fácil ou ao que de mais primário e animalesco o ser humano tem. Que desperdício!
Olhemos à nossa volta, sendo que na sociedade dos nossos dias, o local de trabalho é o campo de mais fácil observação, quer pelo tempo que lá se passa quer pelas regras competitivas que o mercado vai impondo às relações humanas que se estabelecem.
Ao pensar nisso, surgiu-me uma alegoria que, à parte das falhas que naturalmente terá, parece resumir o comportamento de alguns seres humanos. Curiosamente, estes, são aqueles que mais nos chamam à atenção – talvez pelo cheiro! Desculpem-me alguma vulgaridade nos termos, mas nada como tornar a descrição simples: trata-se do mijo de cão.
Tal como os cães – nem todos, pois há-os com mais sofisticação -, gostam de deixar a sua marca por onde passam. É para marcar o território, dizem. Enfim, gostam de ver o nome escrito na parede ou sentir que lideram alguma coisa – qual projecto estalinista.
Esquecem-se, no entanto, que basta uma chuva ligeira para limpar o cheiro com que procuraram marcar cada esquina. É por isso que – parece-me – deviam voltar à pergunta: o que me move a mim e à humanidade?
É por isto, também, que continuo a achar, como escrevi aqui: o que faz falta é uma visão cósmica do mundo.
Não é meu hábito publicar ou encaminhar este tipo de mensagem.
Por algum motivo esta teve um efeito diferente em mim. Talvez pela simplicidade e capacidade de síntese com que passa uma ideia tão inquestionável e que tantos teimam em não ver.
Só de passagem …
Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egipto, com o objectivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus…?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também… – concluiu o sábio.“A vida na Terra é somente uma passagem… No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem-se de ser felizes.”
(Recebido por email)
Jean Daniel, Jornalista e Fundador do “Le Nouvel Observateur”, no programa da RTP1 “Conversas de Mário Soares”, encerrou com esta lição de sabedoria.
Estamos condenados à humildade
Ainda do livro de José Gil, “Em Busca da Identidade – o desnorte”, encontro na página 52 uma frase interessantíssima, quiçá visionária:
Vários autores alertaram já para o facto de se anunciar, como figura social do homem do século XXI, o «homem avaliado».
“Há erros tão comuns que lhes deram nomes. Seguem-se alguns deles.”
Extraído de “Problemas da Filosofia”, James Rachels, Gradiva, Maio de 2009 (páginas 304 a 310).
Ultimamente, as minhas leituras têm passado pela matemática e pela filosofia. Tenho lido bons livros, livros medianos e livros menos bons. Ontem comecei a ler este: “Problemas da Filosofia” de James Rachels, uma edição da Gradiva de Maio de 2009. Decidi destacá-lo aqui porque, apesar de ser um livro denso, é claro e de leitura agradável. Este livro atraiu-me porque resume as grandes questões que desde sempre me fascinaram (e que continuam a fascinar). Ao contrário de outras obras que, ou são demasiado específicas e não abordam todos estes temas, ou abordam apenas um deles de uma maneira hermética, este fá-lo de um modo claro e acessível.
Em jeito de elogio, deixo os 13 capítulos do índice, com destaque para os que me são mais próximos: