Escolher que religião seguir

Outubro 26, 2009

Lembro-me dos Gato Fedorento (ou teria sido apenas Ricardo Araújo Pereira?) terem dito que se pode fazer humor com tudo excepto com o que é sagrado. E acrescentaram/ou (não necessariamente por esta ordem): para uns é sagrado o clube de futebol, para outros a família, para outros a religião, …

Conclusão [óbvia?]: podemos fazer humor com tudo.

Nesse espírito, fica uma espécie de fluxograma para escolher a religião mais compatível com cada um.

caminho_religioso

(Imagem retirada daqui)


Ainda não me tinha apercebido!

Outubro 20, 2009

Diz o Sol:

Portugal cai de 16.º para 30.º nos países que mais respeitam os jornalistas

A organização Repórteres Sem Fronteiras considera que a liberdade de imprensa diminuiu este ano em Portugal, com uma queda do 16.º para o 30.º lugar na lista dos países que mais respeitam o trabalho dos jornalistas

Apesar de classificar Portugal como estando «em boa situação» face à liberdade de imprensa, a organização internacional afirma ter-se verificado uma queda de 14 posições na lista dos mais respeitadores da liberdade de imprensa, passando a estar ao mesmo nível da Costa Rica e do Malí.

No ano passado, Portugal estava em 16.º lugar, a par da Holanda, Lituânia e República Checa.

A Repórteres Sem Fronteiras alerta ainda que a Europa, em conjunto, recuou em termos de liberdade de impressa.

«A Europa, que foi durante muito tempo um exemplo em matéria de respeito pela liberdade de imprensa», recuou na lista, contabilizando apenas 15 países na lista dos 20 primeiros classificados, contra os habituais 18.

Claro que não podemos generalizar. Claro que há jornalistas excelentes. Claro, também, que muitos jornalistas podiam fazer melhor trabalho e serem mais respeitados. Claro que alguns não o fazem porque têm que “tratar da vidinha” e o emprego está difícil para quem se rege por alguns princípios éticos. Claro que há aqueles que não resistem às pressões. Claro que também há jornalistas que resistem.

Claro que há órgãos de comunicação que estão vendidos. Claro que esses órgãos dão emprego a muita gente. Claro que isto é só parte da história.

Mas há quem esteja atento a coisas como a recessão censurada ou os insultos omitidos. Há quem tenha estado atento a telejornais como o de dia 17 (vi o da SIC e o da TVI) que deram a notícia da comemoração dos 100 anos do liceu Camões, mostrando apenas as intervenções politicamente correctas e incipientes do Presidente da República e da Ministra da Educação, não tocando numa palavra do aluno que acusou o Ministério da Educação de “tirar credibilidade à democracia”.

Há todos os outros exemplos que conheço-mas-que-não-me-apetece-lembrar-porque-já-dá-para-ver-onde-quero-chegar. Há todos aqueles de que não me apercebi (mas que devem existir!!) porque a-minha-vida-não-é-caçar-jornais/notícias-tipo-mentirosos.

Com isto tudo, parece que ainda não me tinha apercebido que Portugal caiu de 16º para 30º.

Pensei que ainda estava [só] pelo 29º!


MG2: Magalhães 2 a 22

Outubro 17, 2009

magalhaes2pqEle está aí à espreita.

O MG2, nome de código para a segunda versão do computador Magalhães, prepara-se para entrar no mercado nacional no primeiro minuto de dia 22. (Parece que já começam aqui os problemas, digo, bugs. Então não devia ser no minuto 2? – pergunto eu.)

As novidades e as veleidades sobre o MG2, segundo o Jornal de Negócios:

Dentro de uma semana, chega ao mercado o MG2, a nova versão do computador Magalhães. O MG2 vem equipado com o novo sistema operativo da Microsoft, o Windows 7, em Português. 

No dia 22 de Outubro, vai ser lançada a nova versão do computador Magalhães, o MG2, produzido pela empresa JP Sá Couto

Em comunicado a empresa refere que a nova versão do Magalhães “apoia-se em três pilares fundamentais: ‘para aprender mais’, ‘para descobrir mais’ e ‘para estar mais perto’”.

O MG2 vem equipado com novo sistema operativo da Microsoft, o Windows 7, em Português e pode ser adquirido por 329 euros ou 399 euros se for a edição especial.

Ena pá! Com direito a edição especial e tudo.


O que não interessa saber antes

Outubro 15, 2009

Pudéssemos ter acedido [antes das eleições] aos resultados escolares dos alunos que têm, nos últimos dias, dado origem a uma série de rankings mais ou menos redutores, e teríamos podido discutir o impacto [muito negativo] – mesmo se falando apenas de resultados dos exames – que as medidas do anterior governo tiveram no ensino público.

Pudéssemos ter acedido [antes das eleições] ao estudo que arrasa a justiça portuguesa e os resultados que a reforma penal (também do anterior governo) tiveram.

Pudéssemos ter discutido [antes das eleições] as previsões para o défice público.

Pudéssemos ter sabido [antes das eleições] da condenação da ERC sobre o caso TVI.

Pudéssemos ter concluídos [antes das eleições] os processos Freeport e Casa Pia.

Por que será que não pudemos?

Pudéssemos…

Quais teriam sido os resultados das eleições legislativas?


Défice ou deficit?

Outubro 14, 2009

Onde é que já vai o objectivo dos [famosos] 3%?

Diz o Correio da Manhã que o défice pode chegar aos 9,2%. Alguns economistas falam mesmo num défice de 10%.

Por que será que [alguns] políticos não falam [agora] dele? Têm outra desculpa para tudo o que fazem e para o que não fazem – a crise. O importante é ter desculpas. Quando esta acabar, volta-se ao défice.

A propósito, convém recordar este vídeo com menos de 1 ano.


China domina Portugal e o resto do mundo

Outubro 11, 2009

china-flagO título é exagerado – assumo-o desde já -, até porque muito haveria a dizer sobre o que será isso de um país dominar outro, ou, por outro lado, sobre qual o melhor caminho para a humanidade e para o planeta – discussão muito mais relevante do que aquelas baseadas nas noções algo provincianas e mais-século-menos-século ultrapassadas, de país, de pátria ou de nação.

Mas o exagero é em relação à notícia, não em relação às reais possibilidades da China face às fragilidades de Portugal!

Que notícia? Esta que descobri no blogue Peopleware, motivado pelo Público, onde se lança uma discussão delicada e que certamente tocará em muitas sensibilidades. Dizem eles, entre outras coisas:

Um relatório divulgado esta semana afirma que informação sensível do Estado português foi roubada por uma rede informática sediada na China.

(…)

O relatório foi publicado por uma empresa de segurança informática portuguesa, chamada Trusted Technologies e que é praticamente desconhecida. Os autores dizem ter entrado nos servidores da GhostNet e encontrado, entre outros dados, informação capaz de facultar o acesso a bases de dados do Ministério da Justiça, ficheiros sobre o sistema que gere as eleições em Portugal, documentos da Polícia Judiciária e informação sobre juízes e magistrados. A empresa diz ter uma cópia de toda esta informação, que só divulgará se existir “autorização expressa pelas entidades competentes”.

(…)

“Em teoria”, garantiu Vieira, a informação encontrada nos computadores chineses “põe em causa a segurança das instituições” e permite alterar bases de dados como as do Registo Predial ou até interferir com a contagem de votos numa eleição.

(…)

Nada disto me surpreende. Estranho é se for apenas isso.

Um país com o potencial da China, com cerca de 1,3 biliões de pessoas, com um modelo social que consiste em explorar o potencial máximo de cada indivíduo dando-lhe o mínimo necessário para o atingir, pode fazer bem mais. Se juntarmos a isso uma grande compreensão do ocidente, que não é recíproca, uma atitude dominadora e paciente, e a crescente dependência dos estilos de vida ocidentais em relação a um também crescente número de produtos chineses (preço, abundância, qualidade, etc.), não é difícil perceber onde vamos parar.

Se nos concentramos apenas nas tecnologias da informação e comunicação, por conveniência de raciocínio e por associação à notícia, se pensarmos na complexidade do software que utilizamos diariamente, nas imensas camadas que todos usamos mas que muitos nem imaginam que existem, nos milhões de linhas de código, em todos os programas inseridos ou instalados em produtos fabricados na China. Se a isso juntarmos a rápida e crescente propagação destes produtos (só um exemplo para concretizar: experimentem ver onde são fabricadas a maior parte das pens de banda larga móvel), não será difícil imaginar algumas cenários no mínimo assustadores…


Gripe A é uma coisa banal

Outubro 7, 2009

Finalmente aparece alguém com peso no espaço da opinião pública na área da saúde para contrariar o “pensamento único” ou “informação única” que tem dominado este assunto.

O Bastonário da Ordem dos Médicos diz que há excesso de alarme na resposta à Gripe A. Também me parece. Estranho é que praticamente toda a comunicação social embarque nesta onda e nos ande a distrair dos problemas realmente importantes e estruturais.

Diz o bastonário:

“o melhor contributo da Ordem dos Médicos é chamar a atenção dos médicos e, através deles, das pessoas, de que isto é uma doença banalíssima e que não é preciso andarmos todos assustados”.


Future designer laptop

Outubro 6, 2009

No futuro serão assim os computadores portáteis?


Herrar é Umano

Outubro 5, 2009

Estava eu para deixar o computador descansar, quando me cruzo com estas duas gafes (para não dizer erros de português).

A primeira, após uma pesquisa no google pelo Nokia N900. É o que dá misturar inglês com português.

nokia_productos

No twitter, Dália Madruga descUbriu “Amor”.

dalia_madruga_twitter


Ensinar programação a todos

Outubro 5, 2009

Lia eu este artigo, com o título Why we should teach programming to all students, e fiquei a reflectir sobre algumas ideias apresentadas: que as ferramentas de que dispomos para as tecnologias actuais estão, ainda, num estado Neandertal; que há muito pouca gente com a formação adequada para construir software, e que de momento (talvez ainda durante décadas ou mesmo séculos), a construção de software passa essencialmente pela programação.

Com base nestas ideias, é defendido que a programação deve ser tratada pelo sistema de ensino como uma competência ao nível da matemática ou das ciências.

São ideias que já me tinham ocorrido antes, embora ainda não as tenha aprofundado o suficiente e não considero que tal possa ser feito, nem aqui, nem pelo post a que me refiro. Ainda assim, é um assunto que merece séria e aprofundada discussão. Basta pensarmos na omnipresença (ubiquidade em alguns casos) das tecnologias da informação e da comunicação e na cada vez maior dependência humana do softwareDe entre os muitos exemplos, talvez as profissões especializadas ou técnicas sejam o melhor. São cada vez mais as aplicações de software que incluem linguagens de programação e/ou de scripting embebidas, o que possibilita a expansão dessas ferramentas para fins não previstos na altura do seu desenvolvimento.

Exemplo disso são os processadores de texto ou as folhas de cálculo, software conhecido e utilizado por quase todos, como o Word e o Excel da Microsoft. Ambas recorrem a uma linguagem de programação integrada: o VBA – Visual Basic for Applications. Apesar das limitações, esta linguagem permite criar novos programas dentro do próprio programa. Com o conhecimento e a formação adequados, abrir-se-ia um novo horizonte de possibilidades para os utilizadores que, já hoje, somos todos nós.