Se, como diz o DN, há hospitais a pagar a médicos o dobro do que define a lei. Se, como diz a mesma notícia, as razões se devem à falta de médicos, impõe-se a pergunta: porque razão temos falta de médicos?
Se não me falha a memória, há poucos dias ouvi uma notícia num jornal televisivo onde referiam que, actualmente, entram pouco mais de 400 médicos por ano para as universidades portuguesas, em contraste com os anos 70, em que entravam cerca de 800.
Quem tem responsabilidades no planeamento das vagas e do acesso a cursos universitários? Porque razão há milhares de licenciados, nomeadamente de cursos de letras e ciências sociais, no desemprego? Porque razão parece haver uma gestão diferente relativamente a outros cursos? Por exemplo, existindo actualmente um número suficiente de professores de infomática, este ano, as universidades que tinham na sua oferta curricular cursos de informática – ramo educacional, receberam ordem para não abrir nenhum desses cursos.
Dois pesos e duas medidas? Lobbies?
Não sou jurista, mas não será a isto que se chama gestão danosa?
Neste caso com evidente prejuízo do país.