Manifestação de professores

Maio 30, 2009

manif20090530

Na véspera, em preparativos para a viagem, ao contrário do que tinha decidido, por razões pessoais fui obrigado a mudar a minha decisão. Não fui presencialmente mas fui em espírito. Ainda bem que a minha cabeça não fez falta.

Seja como for, com 50 ou 55 mil segundo a polícia (que aprendeu a contar), com 70 mil segundo a FENPROF, ou com mais de 80 mil segundo o twitter em directo do SPN, estou muito contente. Tinha receio que fossem menos de 50 mil.

50 001 (ou mais) fizeram a diferença.

Obrigado a todos.


Há dias serenos

Maio 29, 2009

Há dias em que, no meio da “multidão”, contrariamente à excitação envolvente, mesmo fazendo parte dela, se mantém uma calma serena.

Há dias em que, quando os precedentes são agitados e os subsequentes ainda mais se prevêem, a calma impera.

É nesses dias que as emoções são [ainda mais] puras. É nesses dias que se faz [mais] um balanço. São esses dias que valem [ainda mais] a pena. São esses dias que dão [mais] valor às decisões difíceis.

Todos [os dias] são dias [que ligam] os dias.


Manifesto Conjunto

Maio 28, 2009

30-de-maio

Também subscrevo o manifesto. Lá estaremos no Sábado.

1) Este governo desfigurou a escola pública. O modelo de avaliação docente que tentou implementar é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores. Partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista, e promove o individualismo em vez do trabalho em equipa. A imposição dos directores burocratiza o ensino e diminui a democracia. Em nome da pacificação das escolas e de um ensino de qualidade, é urgente revogar estas medidas.

2) Os professores e as professoras já mostraram que recusam estas políticas. 8 de Março, 8 de Novembro, 15 de Novembro, duas greves massivas, são momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores e as professoras deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública.

3) Num momento de eleições, em que se debatem as escolhas para o país e para a Europa, em que todos devem assumir os seus compromissos, os professores têm uma palavra a dizer. O governo quis cantar vitória mas é a educação que está a perder. Os professores e as professoras não aceitam a arrogância e não desistem desta luta: sair à rua em força é arriscar um futuro diferente. Saír à rua, todos juntos outra vez, é o que teme o governo e é do que a escola pública precisa. Por isso, encontramo-nos no próximo sábado.


Voluntariado sim, voluntários não

Maio 28, 2009

Quando o voluntariado de professores faz sentido não se usa

Hoje, o meu mais velho (5ºano), entregou-nos uma simpática carta da sua professora de ciências, informando que tendo ela solicitado a passagem à reforma em Dezembro passado, há dois dias tinha recebido comunicação deferindo positivamente o seu pedido, com efeitos a partir de 31 de Maio.

Como se está em final de ano, ela manifestou a sua disponibilidade, que foi aceite de bom grado pela Comissão Executiva, para assegurar as aulas das suas turmas por mais três semanas, ou seja até ao final do ano escolar, a 19 de Junho.

Contactada a Direcção Regional de Educação do Norte, foi-lhe no entanto indicado que se teria de retirar obrigatoriamente do serviço no final do mês de Maio, informando-nos a professora que, embora lamentando, não poderá ignorar tal directiva.

Não haverá substituição de professor, nem os alunos terão aulas, nem darão por inteiro o programa, nem terão o último teste, nem se sabe como serão lançadas ou por quem  as notas da disciplina.

Haja paciência.


Gestão danosa?

Maio 28, 2009

Se, como diz o DN, há hospitais a pagar a médicos o dobro do que define a lei. Se, como diz a mesma notícia, as razões se devem à falta de médicos, impõe-se a pergunta: porque razão temos falta de médicos?

Se não me falha a memória, há poucos dias ouvi uma notícia num jornal televisivo onde referiam que, actualmente, entram pouco mais de 400 médicos por ano para as universidades portuguesas, em contraste com os anos 70, em que entravam cerca de 800.

Quem tem responsabilidades no planeamento das vagas e do acesso a cursos universitários? Porque razão há milhares de licenciados, nomeadamente de cursos de letras e ciências sociais, no desemprego? Porque razão parece haver uma gestão diferente relativamente a outros cursos? Por exemplo, existindo actualmente um número suficiente de professores de infomática, este ano, as universidades que tinham na sua oferta curricular cursos de informática – ramo educacional, receberam ordem para não abrir nenhum desses cursos.

Dois pesos e duas medidas? Lobbies?

Não sou jurista, mas não será a isto que se chama gestão danosa?

Neste caso com evidente prejuízo do país.


Isto é informação?

Maio 27, 2009

Tenho-me abstido de comentar alguns dos episódios da campanha eleitoral para as eleições europeias de 7 de Junho.

Mas este não pude evitar. É mesmo para rir.

Paulo Rangel tem ataque de espirros quando questionado sobre ausência de Rui Rio

Num momento tão duro, em que milhares de pessoas vivem com dificuldades e na incerteza do que lhes vai acontecer no futuro, em vez de se discutirem assuntos com profundidade e seriedade, andamos a receber notícias em que o título tem como central a palavra espirro?

Assim não há mesmo muito para dizer!

Talvez, porreiro, pá?


Não tarda chega aos 37

Maio 26, 2009

Diz o Público:

Bancos falidos nos EUA chegam a 36

Não sei porquê, hoje acordei com um humor muito básico.


Banda estreita

Maio 26, 2009

Pouparam na ligação à Internet e agora dão mais um dia de “borla”.

Finanças dão mais um dia para a entrega do IRS

O Ministério das Finanças decidiu dar mais um dia para que os contribuintes possam entregar a sua declaração do Imposto sobre o Rendimentos das pessoas Singulares (IRS) sem que sofram qualquer penalização.

(…)

É a revolução, digo, choque, tecnológica(o) em banda estreita.


Sim, e novidades?

Maio 25, 2009

É preciso ser presidente do Banco Mundial para chegar a esta conclusão?

Presidente do Banco Mundial alerta para perigo de crise social

(…)

“O que começou como uma grande crise financeira e se tornou uma grande crise económica está agora a transformar-se numa crise de desemprego e, se não tomarmos medidas, corremos o risco de ter uma grande crise social, com implicações políticas enormes”, sustentou.

De acordo com Zoellick, esta situação iria gerar “um terreno fértil para políticas populistas e proteccionistas”. 

(…)


Greve no BCE

Maio 25, 2009

Uma notícia interessante no contexto actual:

Pela primeira vez na história funcionários do Banco Central Europeu fazem greve

Os funcionários do Banco Central Europeu (BCE) convocaram a primeira greve da história da instituição para o próximo dia 3 de Junho, em protesto contra as alterações previstas para os seus salários.

(…)

Fico curioso em saber quais os salários destes funcionários. Será que é uma greve justa ou apenas um protesto de funcionários de luxo que não querem passar ao lado da crise?


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.