Eu gosto muito da expressão «bom senso». A sério que gosto. É uma outra forma de dizer equilíbrio. Também gosto do «senso comum», do «senso crítico», do «senso estético» e do «senso prático».
Mas fico atónito quando vejo pessoas como o sr. ministro Mário Lino a pedirem bom senso. Veja-se esta notícia do Público.
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, mostrou-se hoje esperançado num acordo entre os trabalhadores e a administração da TAP que permita evitar as greves anunciadas para o período natalício.
Antevevendo o impacto das paralisações na situação da empresa, que já contabiliza este ano prejuízos de 170 milhões de euros, Mário Lino apelou ao “bom senso” dos sindicatos. “A situação da empresa não se compadece com atitudes fora do razoável”, avisou Mário Lino hoje ao final da manhã, no Porto, à margem da cerimónia de consignação da obra do prolongamento da rede de Metro do Porto a Gondomar.“Espero boa vontade de parte a parte – e da administração da TAP sei que há boa vontade” – afirmou ainda o ministro, notando que, em cima da mesa, existem propostas de parte a parte. “Estamos longe de uma situação insuperável”, admitiu, lembrando que noutros momentos de tensão, as divisões na empresa foram ultrapassadas.
Ora, mesmo sem grande cuidado, a wikipédia diz-nos que «bom senso», entre outras coisas, refere-se ao acto de raciocinar do ser humano (juízo claro, prudência, etc).
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