Avaliação e mentira

Dezembro 16, 2008

Há bastante tempo que partilho de duas opiniões referidas neste artigo. Todas as alterações feitas por este ministério ao sistema de ensino público têm dois objectivos:

  1. Poupar dinheiro.
  2. Gerar sucesso estatístico (que é muito diferente, e até contrário, do sucesso real).

Este é o sumo que fica depois de espremer a informação proveninente do ministério da educação – documentos legais, entrevistas, anúncios publicitários, textos na internet, emails, …

Neste artigo de opinião, no jornal Público, Desidério Murcho desenvolve uma terceira tese: de que muitos responsáveis políticos querem implantar nas escolas as suas ideias pretensamente científicas.

Esta terceira possibilidade não é tão óbvia e, embora possível, não é clara. Eu tenho outra hipótese que, da mesma forma, não é tão óbvia e pode estar errada (ao contrário das duas primeiras – sobre as quais não há qualquer dúvida). Trata-se de transformar a escola pública na escola dos pobres, promovendo o ensino privado e, em consequência, os interesses [económicos] de uma minoria.


Desejos para 2009

Dezembro 16, 2008

2009_year

Verdade (ou de forma mais pomposa: maiêutica) em cada um de nós.


Balanços

Dezembro 16, 2008

Os últimos dias do ano são sempre uma boa altura para balanços. Apesar das imagens não serem todas de 2008, este vídeo, que recebi  por email, é um contributo para o balanço do ano. A publicação deste vídeo não significa que partilho da perspectiva apresentada, mas é uma possível. A música cai bem (Leonard Cohen).

A parte final não é aconselhável aos mais sensíveis.


Visões a preto-e-branco

Dezembro 16, 2008

Estava agora a assistir ao programa Prós & Contras, na RTP, enquanto Carlos Fiolhais falava sobre a (não) representação dos professores pelos sindicatos. Falou-se, a este propósito, do surgimento de movimentos independentes. Ao seu estilo, Fátima Campos Ferreira afirma de forma monocromática:

…mas os movimentos querem o mesmo que os sindicatos.

(referia-se à suspensão do modelo de avaliação)

Depois de tantos programas sobre educação [por ela moderados], como é possível que continue a ver tudo a preto e branco?