Implicitamente, em alguns posts, fui deixando aqui e ali alguns desejos. A partir de hoje, e até ao final do ano, vou procurar resumir alguns dos meus desejos para o próximo ano. Fica o primeiro.
Que 2009 seja um ano socialmente mais justo.
Implicitamente, em alguns posts, fui deixando aqui e ali alguns desejos. A partir de hoje, e até ao final do ano, vou procurar resumir alguns dos meus desejos para o próximo ano. Fica o primeiro.
Que 2009 seja um ano socialmente mais justo.
Poucos dias depois da polémica com as coimas aos recibos verdes, o Ministério das Finanças voltou atrás. Diz o comunicado do gabinete de Teixeira dos Santos que:
se a obrigação declarativa referente aos anos de 2006 e 2007 for apresentada até ao final do próximo mês de Janeiro de 2009, não haverá lugar à aplicação de qualquer coima e serão extintos os correspondentes processos de contra-ordenação
Pelo menos desta vez houve bom senso. O que o terá motivado [ao bom senso]?
Já tinha visto este filme há algum tempo. Para quem também já o viu, vale a pena relembrar. Para todos, vale a pena reflectir sobre ele. Vem a propósito de um comentário no blog Esplendor na relva.
Na continuação deste post, aqui no Equilíbrios, pelos vistos os mitos mudaram para ideias erradas, tratadas como publicidade no JN.
Recebi, por email, este documento da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
O documento está disponível também aqui.
Por um lado, concordo que é importante valorizar o que existe de bom em Portugal. Não aprecio a maledicência. Por outro, exigo que o que é bom seja realmente bom e não deixe dúvidas. É nessa perspectiva que, quer se saliente o que é bom quer se critique o que é mau, se deve fazê-lo de forma honesta e construtiva.
Este documento é de leitura agradável e tem uma atitude positiva. Apesar disso, contém demasiada publicidade explícita e gratuita.
Sem grande esforço, e sem procurar, identifiquei mentiras e/ou afirmações sobre as quais tenho imensas dúvidas.
(página 15) 42% dos portugueses fala uma 2ª língua.
Nota minha: não deveria estar falam em vez de fala?
Em que estudo(s) se baseia esta afirmação? Segundo um documento do INE, a taxa de analfabetismo em 2001 era de 9%. Alguma informação resumida sobre a taxa de analfabetismo está, também, aqui. Estamos a falar de saber ler e escrever. E se falarmos de analfabetismo funcional (de forma simplista, capacidade de interpretar textos e fazer operações matemáticas), para quanto subirá esta taxa? Com uma taxa de analfabetismo de 9%, como pode ser possível que 42% dos portugueses falem uma 2ª língua? Bastará saber dizer uma ou duas palavras dessa 2ª língua? Sem referência a uma fonte credível fico com muitas reservas relativamente a esta afirmação.
(página 20) O Magalhães é o 1ºportátil do mundo especialmente concebido para crianças e distribuído gratuitamente no ensino público, em Portugal.
Esta frase é uma mentira manipuladora. Nem mesmo se juntarmos a parte final (muita atenção ao e) “e distribuído gratuitamente no ensino público, em Portugal” seria verdade. Desta forma, sem o gratuitamente, poderia ser: O Magalhães é o 1ºportátil do mundo especialmente concebido para crianças e distribuído no ensino público em Portugal.
O Magalhães não é, de modo algum, o 1º portátil do mundo concebido para crianças. Nem sequer o Classmate PC, em que ele se baseia. Convém ver o projecto one laptop per child (OLPC).
Para além de tudo isto, e de tudo o resto que me deve ter passado, pois não fiz um levantamento exaustivo do documento, há uma mistura de factos com opiniões (não sei de quem) num caldo que resulta num discurso fortemente publicitário e pouco credível.
Destaco, ainda, alguns títulos (muito) discutíveis:
(página 5) Apontar é bonito
(página 21) Viver aqui é bom!
(página 22) Damos música à Europa