Padre Mário da Lixa

Dezembro 14, 2008

Um texto muito interessante. Não sei se concordo com tudo. Não sei mesmo, preciso de amadurecer algumas ideias. De qualquer modo, é um texto que merece destaque.

Só práticas políticas e económicas maiêuticas salvarão o Mundo. A afirmação serve de título ao Editorial desta edição n.º 170, do Jornal Fraternizar, relativa ao trimestre Julho-Setembro 2008. Com ela, o Jornal pretende desmascarar a Mentira posta a circular de que o Poder, se for bom, salvará o Mundo. Não salva. Essa é mais uma mentira que o Poder há muito pôs a circular, para assim esconder toda a sua perversão. Nunca o Poder salvará o Mundo, porque o Poder, de sua natureza, é mentiroso e assassino. E não sejamos tão ingénuos, ao ponto de pensarmos que há um Poder bom. Nesta ingenuidade, costumam embarcar as minorias mais ilustradas, sobretudo, aquelas que sonham ser Poder bom. A Esquerda é com o Poder bom que sonha. Só que não há Poder bom. Todo o Poder é perverso, mentiroso e assassino. Tão perverso, mentiroso e assassino, que até tem conseguido convencer as minorias mais ilustradas de que só ele salvará o Mundo. Basta, para tanto, ser Poder de Esquerda. Nada mais falso. Só a Política salvará o Mundo. Mas não qualquer Política. Só a Política feita de práticas económicas maiêuticas e de partilha de afectos. Não tem havido Política. Apenas Poder, Poder de Direita e Poder de Esquerda, ambos perversos. Precisamos, como de pão para a boca, de práticas políticas e económicas maiêuticas e de afectos partilhados. É por aqui que vai Jesus, o de Nazaré, a quem chamaram o Político por antonomásia, que é o que quer dizer o título “Cristo” que alguns discípulos, eles e elas, mais eles que elas, lhe atribuíram. Infelizmente, as Igrejas, convertidas em outras tantas religiões, correram a fazer dele um mítico Deus, mais um. E com isso, deixaram o Mundo entregue à besta do Poder que faz e desfaz como lhe aprouver, sem que ninguém lhe vá à mão, porque todos, minorias ilustradas incluídas, com o que sonham é com ele, chegar a conquistá-lo. Nem sequer percebem que ninguém conquista o Poder, ninguém toma o Poder. O Poder é que conquista as pessoas e se apodera delas. E faz delas gato-sapato. Contra os Povos. Cada vez mais empobrecidos e oprimidos. Têm dúvidas? Olhem para o nosso século XXI. Acham que este é um Mundo que se apresente? Só práticas políticas e económicas maiêuticas, junto com afectos partilhados, salvarão o Mundo. Vamos por elas. Ponham os olhos no Mestre dos mestres. Jesus é o Caminho, para ateus e crentes. Só não é para os idólatras, os religiosos. Esses não dispensam o Poder, quanto mais duro e perverso melhor. Tão pouco dispensam o Dinheiro, o Senhor Deus Dinheiro. O luxo deles é o sangue e a morte antes do tempo dos povos empobrecidos e oprimidos. Só que eles tanto engordarão que acabarão por explodir. Esse Momento Histórico será o Amanhecer de um Dia Novo, o da Humanidade. Da Humanidade feita de mulheres/homens livres, sujeitos, senhores dos próprios destinos.

Vosso, Mário, Presbítero da Igreja do Porto

Texto retirado daqui.

Obrigado à Sónia pela referência.


Perguntas ao CDS-PP

Dezembro 14, 2008

E agora as perguntas para o CDS-PP.

  • O que significa conservadorismo para o CDS-PP?
  • O CDS-PP é um partido conservador?
  • De que forma a defesa da igualdade de oportunidades (e de direitos, suponho) feita pelo CDS-PP é diferente daquela feita, por exemplo, pelo Bloco de Esquerda?
  • Como encara o CDS-PP o liberalismo?
  • Sendo o CDS-PP um partido com uma orientação democrata-cristã, como encara o estado laico?
  • O que mais aproxima o CDS-PP do PSD?
  • O que mais distingue o CDS-PP do PSD?

Para o PS e para o PSD, as perguntas ficam para mais tarde.


Perguntas ao Bloco de Esquerda

Dezembro 14, 2008

Na sequência das [minhas] perguntas a partidos políticos, aqui ficam algumas para o Bloco de Esquerda.

  • Qual a importância e o papel do trotskismo para o BE?
  • Qual a importância e o papel do maoísmo para o BE?
  • Sendo o BE visto como um partido mais è esquerda que o PCP, porque razão é, também, visto frequentemente como mais próximo do PS que do PCP?
  • Qual a diferença fundamental entre o Bloco de Esquerda e o PCP?
  • Qual o país e/ou regime político (actual ou anterior) que mais se aproxima da visão do BE?
  • Como encara o BE o anarquismo (visto como teoria libertária baseada na ausência do Estado)?

Perguntas ao PCP

Dezembro 14, 2008

Não tenho qualquer tipo de ligação a qualquer partido político. Como cidadão independente, preocupado e (minimamente) atento, compreendo e valorizo o papel dos partidos políticos na democracia. Já fiz várias vezes a pergunta: qual é o partido onde me “encaixo” (entenda-se, as minhas ideias se encaixam). A resposta é: nenhum! Pelo menos totalmente. Tenho uma série de perguntas (dúvidas) para todos os partidos. Algumas parecerão ingénuas ou desinformadas. Penso que, apesar disso, têm razão de ser. Por nenhuma razão em particular, vou começar pelo PCP.

  • Qual é, para o PCP, a distinção entre socialismo e comunismo?
  • Sendo um partido comunista, porque defende tantas vezes o socialismo?
  • Se o PCP fosse governo quais seriam as medidas prioritárias?
  • Que alterações seriam postas em prática no funcionamento da [nossa] democracia?
  • Qual o valor da democracia (e da liberdade) para o PCP?
  • Como é que o PCP encara a Declaração Universal dos Direitos Humanos?
  • Porque razão, a 10 de Dezembro de 1948, aquando da votação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, os países comunistas se abstiveram?
  • Como encara o regime chinês?
  • Que posição tem sobre os inúmeros atentados aos direitos humanos na China?
  • O que tem de mais negativo o regime Cubano?
  • Qual a diferença fundamental entre o PCP e o Bloco de Esquerda?
  • Qual a diferença fundamental entre o PCP e o PS (e não me refiro ao PS de Sócrates)?

Muitas mais perguntas teria a fazer. Para já ficam estas.